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Universidade São Marcos divulga pesquisa sobre o perfil do jovem da região do Tatuapé

      
Curtir rock, ficar, freqüentar barzinhos e baladas, passar o tempo plugado na Internet, entre jogos e bate-papos, pouca informação sobre carreiras e profissões, e quase nenhum gosto pela leitura. Dados como estes foram coletados durante pesquisa sobre o perfil do jovem morador do bairro do Tatuapé realizada pela Universidade São Marcos neste primeiro semestre, com meninos e meninas entre 16 e 19 anos de idade. A Universidade mantém uma unidade de ensino no Tatuapé e a pesquisa faz parte do plano de ações para conhecimento do bairro.

Em 2003, a São Marcos realizou uma pesquisa para traçar o perfil do morador com 1050 adultos, de ambos os sexos, em diversas faixas de idade. Os dados resultantes mostraram um tatuapeense orgulhoso de seu bairro, cultivando amizades com vizinhos, mantendo hábitos provincianos, mas freqüentando intensamente a crescente vida noturna.

Para conhecer as características da juventude do Tatuapé, inicialmente foi feito um estudo exploratório com grupos de estudantes de escolas e cursinhos. "O objetivo dessas entrevistas coletivas era levantar uma linguagem própria do grupo, sondar suas preferências na opção por carreiras profissionais, suas opiniões sobre mesada, pais, drogas, sexo, escola e lazer, entre outras variáveis", explicou a professora Beatriz Costa Bernardes, diretora de Extensão da Universidade São Marcos e responsável pela elaboração e implantação da pesquisa. Numa segunda fase, foi aplicado um questionário que permitiu o levantamento de opiniões e interesses pessoais. Os dados foram coletados e tabulados por alunas dos cursos de Psicologia e Pedagogia da Unidade Tatuapé. Foram entrevistados 839 jovens.

Educação - 86,19% dos entrevistados pretendem fazer um curso superior, mas há desinformação sobre opções de cursos mais modernos e sobre o mercado de trabalho. As preferências de escolha recãm sobre cursos tradicionais como Administração, Direito, Medicina, Educação Física e Publicidade, entre outros, mas foram citados, curiosamente, 11 tipos de Engenharia. A leitura parece não ser interesse desses jovens; apenas 4% declararam que gostam de ler, sendo que a preferência é pela leitura de revistas.

Lazer - Apesar de 84% declararem que não fumam, a maioria já teve algum contato com drogas ou conhece alguém dependente. "É muito fácil conseguir maconha. Tenho amigos que me dão", diz R., 16 anos, de escola particular. Curtir música e namorar são os divertimentos preferidos. "Poucos realmente namoram, apenas "ficam", e a definição para o ficar é pouco clara, tendo um limite variável para meninos e meninas", diz a professora Beatriz.

Bullying (do substantivo bully - amedrontar, intimidar) - Outra característica marcante entre as turmas são os apelidos. Embora sob disfarce, em tom de brincadeira, a agressão permitida e socialmente aceita entre os jovens é freqüente. "Todos gostam de apelidar colegas, e nestes nomes atribuídos, o bullying, a agressão velada, humilhante, segregadora ou ofensiva é evidente", explica Beatriz. "Eu já chamei um colega de Elefante Rosa. Acho que ofendi", confessa B., 16 anos, com ligeiro sentimento de culpa.

Fonte: USM
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