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Unifran participa de pesquisa de cooperação científica entre Brasil e Espanha

      
A pesquisa vai analisar as propriedades da argila sintética (feita em laboratório) como catalisador para remoção de poluentes atmosféricos que prejudicam o Meio Ambiente

Pesquisadores da Unifran já receberam autorização para iniciar o projeto de pesquisa científica aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes) dentro de um acordo de cooperação Brasil-Espanha.

A Capes e a Direção Geral de Universidades do Ministério da Educação da Espanha (DGU/MECD) selecionaram 28 propostas de projetos conjuntos de pesquisa e cooperação científica, entre as 105 inscritas para participar do programa de apoio à formação de recursos humanos de alto nível entre os dois países. Dos 28 projetos aprovados, três apenas foram da área da Química, sendo a Unifran uma das contempladas nesta área.

O projeto tem por objetivo produzir argila sintética em laboratório e testar sua eficiência como catalisador para remoção de poluentes atmosféricos dos mais variados tipos. A conclusão do estudo deverá ser apresentada dentro de dois anos, mas a equipe pode pedir prorrogação do estudo por mais dois.

O projeto inclui trocas de informações entre os grupos de pesquisadores, prevendo inclusive viagens regulares da equipe espanhola para o Brasil e da equipe brasileira para a Espanha. De acordo com Kátia Jorge Ciuffi, coordenadora da pesquisa no Brasil, a primeira parte do estudo será dedicada à síntese de materiais em laboratório para a produção da argila. Em seguida, acontece o processo de caracterização do produto, que consiste em identificar e detalhar toda a sua estrutura de composição química.

Somente após esta fase, a argila sintética será colocada em reatores, juntamente com poluentes atmosféricos, para possibilitar a análise técnica da sua eficiência na degradação destas substâncias tóxicas. Assim poderemos avaliar se os poluentes foram ou não degradados e o nível desta degradação, explica Eduardo José Nassar, vice-coordenador do projeto.

Caso os resultados da pesquisa comprovem as propriedades da argila para degradar poluentes atmosféricos, será um grande passo para a preservação do meio ambiente, preocupação mundial, oficializada este ano pelo Protocolo de Kyoto (acordo assinado por 124 nações que se propõem a reduzir suas emissões de gases causadores do aquecimento global aos níveis de 1990). De acordo com Kátia, quando se fala em poluentes atmosféricos, automaticamente a maior parte das pessoas lembra-se dos gases emitidos pela queima de combustíveis fósseis, entre eles o gás carbônico, um dos grandes vilões do efeito estufa (destruição da camada de ozônio da atmosfera e responsável pelo aquecimento global). Mas Kátia esclarece que outros poluentes, inclusive orgânicos, existem em grande quantidade no ar e também podem provocar danos ao Meio Ambiente, como por exemplo a Chuva Ácida, entre outros.

O projeto será desenvolvido nos laboratórios da Unifran, com a participação do professor-doutor, Eduardo José Nassar e terá a colaboração da professora-doutora Zenis Novãs da Rocha, da Universidade Federal da Bahia, e da professora-doutora Shirley Nakagaki, da Universidade Federal do Paraná. A equipe espanhola tem como coordenador o professor Miguel Ângelo Vicente Rodrigues, da Universidade de Salamanca, e como participante o pesquisador Antonio Gil Bravo, da Universidade Pública de Navarra. Os colaboradores são: Raquel Trujillano Hernandez, da Universidade de Salamanca, e Sophia Korili, da Universidade de Navarra.

Fonte: Unifran

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