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Unesp/São José dos Campos estuda nefropatas submetidos à hemodiálise

      
O Departamento de Bioquímica da Faculdade de Odontologia da Unesp, campus de São José dos Campos, coordenado pela docente Maria Nadir Gasparoto Mancini, realizou uma pesquisa com pacientes Nefropatas submetidos a Hemodiálise e constatou Alterações no fluxo salivar, pH, Capacidade Tamponante e Concentração de úreia.

O funcionamento adequado do sistema renal é essencial para a preservação da vida, visto que os rins são imprescindíveis à homeostase, não apenas porque eliminam produtos indesejáveis do metabolismo, como também por manter constante o volume extracelular, os níveis plasmáticos de eletrolitos, a pressão osmótica e o equilíbrio ácido - base do organismo.

Além disso, os rins desempenham papel fundamental na regulação da pressão arterial e das funções endócrinas, bem como no metabolismo osteomineral pela síntese da forma ativa de vitamina D. Assim os indivíduos portadores de insuficiência renal crônica (IRC) retêm progressivamente os produtos do metabolismo nitrogenado, apresentando cronicamente valores plasmáticos elevados de uréia, creatinina e ácido úrico, acumulam líquidos sob a forma de edema , perdem a capacidade de diluir e concentrar a urina e tornam-se incapazes de regular o equilíbrio acido -base e os níveis plasmáticos de eletrólitos como o sódio, potássio, magnésio , cálcio e fosfato.

Quando as conseqüências Clínicas da IRC ameaçam a sobrevivência dos pacientes, eles são submetidos ao tratamento da diálise . Além de uma série de manifestações clínicas sistêmicas, os pacientes portadores de IRC apresentam inúmeras alterações na cavidade oral decorrentes do próprio processo patológico ou do tratamento realizado.

Entre os sinais e sintomas mais freqüentes, incluem-se o hálito urémico, estomatite urémica, hemorragia gengival , diminuição da sensibilidade gustativa, dor na mucosa oral, palidez e ressecamento da mucosa oral com sintomas de boca seca e queimação , erosão dentária perda prematura dos dentes, hipoplasia do esmalte, alterações ósseas em conseqüência do hiperparatiroidismo secundário, baixa incidência de cárie e maior predisposição na formação de calculo dental.

Além disso, a doença renal desempenha um papel importante na patogenicidade da doença periodontal pelo aumento na suscepitibilidade à infecção e/ou diminuição da resposta imune do hospedeiro.Alterações no fluxo e composição da saliva em conseqüência de doenças sistêmicas ou orais tem sido relacionadas com uma serie de sintomas e manifestações orais.

Dessa forma o objetivo dessa pesquisa foi avaliar as alterações no fluxo salivar (FS), PH, Capacidade Tamponate(CT) e concentrações de uréia na saliva. Foram analisados 23 pacientes portadores de IRC submetidos a Hemodialise e correlacionada com a saliva de 23 pacientes de indivíduos saudáveis do grupo controle (GC).

Amostras da saliva em repouso e estimulada foram coletadadas no período de pré-diálise (PRD) e pós-diálise (PD).O pH foi medido em potênciomêtro , A CT avaliada pelo método eletrométrico e a concentração de uréia na saliva avaliada por espectofotometria.

Os dados dos pacientes com IRC foram pareados com GC e submetidos a teste t de Student. Concluímos que a IRC é uma doença de grande impacto na saúde bucal , que causa redução significativa no FS, aumento significativo no PH, CT e Concentração de uréia da saliva total na condição de repouso quanto de estimulado. Ainda a hemodiálise não consegue restabelecer os níveis normais dos parâmetros avaliados, exceto na CT e pH nas condições de estímulo.

Fonte: Unesp/FO/São José dos Campos

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