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Estudo da Unicamp põe em xeque uso de cotas

      
CAMPINAS (SP) - A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apresentou ontem um estudo que põe em xeque a política de cotas no ensino superior ao comprovar que o incentivo a alunos de escolas públicas pode ser mais eficaz na inclusão de estudantes de baixa renda e de pessoas de cor ou raça preta, parda e indígena.

A matrícula de estudantes com renda familiar de até cinco salários mínimos cresceu 13% após a implantação do Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais), que prevê bonificação de 30 pontos a alunos de escolas públicas na nota na segunda fase do vestibular.

Entre os que se declararam de cor ou raça preta, parda ou indígena, além terem cursado ensino médio na escola pública, o aumento foi de 57% entre os inscritos no ano passado.

O Paais foi implantado no vestibular de 2005 da Unicamp e beneficia estudantes de escolas públicas com bonificação de pontos após a segunda fase ao invés do sistema de cotas.

"O programa impacta praticamente em todos os cursos, inclusive nos de altas demandas, como no curso de medicina, por exemplo", disse o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge.

Os alunos que tiveram auxílio do programa para passar em medicina tiveram nota média 7,9 após um ano. Os demais estudantes tiveram 7,6.

Além disso, o índice de estudantes oriundos de escolas públicas que ingressaram em medicina subiu de 9,6% para 24,1% após o Paais.

O estudo também demonstra que alunos vindos de escolas públicas que ingressaram na universidade após a implantação do Paais tiveram desempenho melhor do que os demais em 31 dos 56 cursos.

Além dos 30 pontos, o estudantes também ganham mais dez pontos na nota, caso tenham cursado o ensino médio em escola pública e se declarem pretos, pardos e indígenas no questionários de inscrição.

Se for levada em consideração a classificação desses alunos no vestibular, eles superaram os demais em 53 dos 56 cursos.

Os alunos foram classificados em ordem decrescente pela nota no vestibular e depois classificados novamente pela nota média após um ano.

"Esperamos completar um ano para realizar as análises e demonstrar que a nossa tese está correta ao não adotarmos o sistema de cotas", disse o reitor.

Na tentativa de aumentar a presença de estudantes de escolas públicas na universidade, a Unicamp inicia neste ano uma campanha para divulgar o programa em todas as escolas estaduais.

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