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UFJF: Cursos se integram para elaborar Plano Diretor Participativo

      
Ruas sem iluminação, esgoto sem tratamento e ocupação desordenada são alguns dos vários problemas das cidades brasileiras. Planejar novas estruturas de desenvolvimento é o principal objetivo do projeto Plano Diretor Participativo, supervisionado pelo coordenador do curso de Arquitetura da UFJF, professor Fábio de Lima.

Estudantes dos cursos de Arquitetura, Engenharia Civil, Biologia, Geografia, Turismo, Direito, Medicina, Serviço Social e Comunicação se integram na elaboração do Plano Diretor Participativo de seis municípios da Zona da Mata: Simão Pereira, Coronel Pacheco, Santana do Deserto, Chácara, Rio Preto e Mar de Espanha. Cidades com mais de 20 mil habitantes ou que integrem regiões metropolitanas, que possuam potencial turístico ou ainda empreendimentos de impacto ambiental, são obrigadas a elaborar o Plano Diretor até outubro de 2006. O trabalho irá resultar em um conjunto de leis e atos normativos disciplinadores da organização territorial municipal.

Os alunos participantes do projeto se dividiram em Grupos de Trabalhos (GTs) de forma que cada grupo atenda a específicas cidades. Nos finais de semana, os grupos dirigem - se aos municípios para a coleta de dados, enquanto durante a semana se reúnem para discutir o andamento do projeto e socializar todas as informações. O trabalho dos universitários conta com o apoio da coordenação local de cada cidade o que inclui o corpo técnico das prefeituras.

Raquel Fernandes Rezende, formada em Geografia pela UFJF, é uma das coordenadoras de GTs. Ela aposta no trabalho que é desenvolvido no projeto e acredita que as prefeituras que aderiram a elaboração do Plano Diretor Participativo por alunos da UFJF terão diversas vantagens. "As prefeituras terão contato com a mão-de-obra formada agora, profissionais com novos conhecimentos e alunos adaptados às questões atuais. Além disso, temos na equipe profissionais com experiência na elaboração de outros Planos Diretores", declarou Raquel.

O professor Fábio de Lima acredita que sua experiência na Secretaria de Cultura de Belo Horizonte, trabalhando com memória e patrimônio cultural, auxiliará no trabalho. "É uma experiência pioneira na UFJF no tocante à estratégia de previsão de desenvolvimento urbano. Um verdadeiro laboratório em que os alunos têm a oportunidade de, no contato com a comunidade, entender as realidades diferenciadas, carências e outras questões que afligem o cotidiano", declarou o coordenador.

GTs colocam em prática primeira etapa

Baseados no Guia do Ministério da Cidade e na consulta a outros Planos, os GTs estão na primeira etapa do trabalho, que consiste na reunião de materiais, como leis, mapas, dados sócio-econômicos e dados turísticos, além de leituras comunitárias. Nessas leituras feitas em bairros ou distritos, são apresentados pelos moradores, através de dinâmicas, os problemas do município. Por isso, o Plano Diretor carrega no seu nome a expressão "Participativo", por interagir com a comunidade, o que prova que não só o executivo atua, mas também a população, principal interessada na reformulação da cidade. "Identificar problemas e buscar solucioná-los é ter visão de futuro e buscar construir cidades melhores e mais justas para todos", concluiu o professor Fábio.

Fonte: UFJF
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