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UNI-BH: Formas alternativas de produção de energia

      
Enquanto, no Brasil, alguns cientistas buscam a auto-suficiência no que se refere ao petróleo, outros pesquisam formas alternativas para produzir energia, sobretudo por meio de fontes inesgotáveis. É o caso do professor do Uni-BH Sérgio Duarte Segall, que desenvolve um trabalho sobre o biodiesel, combustível produzido a partir de óleos vegetais. Em sua pesquisa, que está sendo desenvolvida juntamente com alunos da iniciação científica do Uni-BH, o professor concluiu ser possível simplificar o processo de produção do biodiesel para utilização em geradores a diesel, o que facilitaria a implantação de pequenas usinas em regiões do país onde ainda não existe luz elétrica.

A relevância do estudo fez com que Segall fosse convidado para participar do "I Seminário de Monitoramento dos Projetos Piloto com Energias Renováveis para Atendimento a Comunidades Isoladas", patrocinado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Ministério das Minas e Energia (MME), realizado em Brasília nos dias 24, 25 e 26 de maio de 2006, no qual falou sobre as alternativas para levar energia às comunidades carentes. De acordo com informações do professor, mais de 30% da população da região da Amazônia Legal não possui energia elétrica. "É difícil construir grandes usinas hidroelétricas nessas regiões, até mesmo por questões ambientais", salienta.

Segundo o pesquisador, a forma mais comum de produzir o biodiesel exige uma rigorosa preparação dos óleos vegetais. "É preciso, dentre outras coisas, controlar o nível de acidez. Essa preparação significa custo elevado", explica. No entanto, o trabalho desenvolvido por ele mostra ser possível chegar ao biodiesel com óleos de baixa qualidade, utilizando uma enzima no processo, o que representaria uma significativa redução nos custos. "Com esse método, é possível que, nos locais onde ainda não existe energia elétrica, a população se organize em cooperativas e crie microusinas para a produção do biodiesel", informa. O professor acrescenta que, desta maneira, seria gerada não apenas energia, como também emprego para as comunidades carentes.

O Ministério das Minas e Energia já reconheceu o pioneirismo e a qualidade do trabalho do professor Sérgio Segall. Esse reconhecimento veio em forma de um convite, para que o docente estude formas de produzir o biodiesel em regiões do norte de Minas que ainda não possuem energia, dentro do programa Luz para Todos. "É uma região potencialmente rica em plantas oleaginosas, como o pequi, por exemplo".

Sérgio Segall é bioquímico, mestre em Ciência de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e doutor em Química Orgânica pela UFMG.

Fonte: Uni-BH
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