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UNISC: Tratamento ameniza lesões em pacientes imobilizados

      
Um projeto de pesquisa da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) tenta minimizar um velho problema enfrentado por cadeirantes e pacientes que necessitam ficar acamados. Por meio do uso da laserterapia, professores e estudantes do curso de Fisioterapia estão desenvolvendo um método capaz de reduzir e tratar as feridas de difícil cicatrização provocadas na pele devido aos longos períodos de imobilização desses pacientes.

A pesquisa, denominada Atuação da laserterapia através de Helio-neônio e de arseneto de gálio em úlcera de decúbito, estuda e compara a eficácia destes dois laseres no processo de cicatrização. Segundo a professora Luciana Weis, que coordena o projeto ao lado da professora Ângela Silva, o processo não causa efeitos colaterais. "Os dois métodos utilizados não são invasivos, não causam dor e são de fácil utilização", garante Luciana.
Conforme a professora, o tratamento tem, em média, 20 sessões para cada laser, sendo duas sessões por semana. "O trabalho vem apresentando bons resultados para os pacientes", afirma Luciana. "Com o desenvolvimento da pesquisa pretendemos também definir qual dos dois tipos de laseres utilizados é o mais eficaz", explica.

O projeto inclui ainda orientações pós-tratamento. Entre elas, a professora destaca a troca de posição a cada duas horas, em média, visando manter uma boa circulação sangüínea, e cuidados com a higiene. O projeto conta também com o trabalho da bolsista voluntária Miriam Baron, desde o ano passado, pelo Programa Unisc de Iniciação Científica (Puic), além da bolsista Natália Danoski, que ingressou este ano na pesquisa.

O tratamento na Unisc é gratuito e aberto a todos os interessados. O atendimento ocorre todas as terças e sextas-feiras, das 13h30min às 17h30min, na Clínica de Fisioterapia da Unisc (FisioUnisc), bloco 34 do campus de Santa Cruz do Sul. Em seu segundo ano, o projeto atende atualmente a oito pacientes.

Exemplo - Cadeirante há sete anos, Pedro Armando Kolberg trabalha com assessoria online em uma empresa de informática de Santa Cruz do Sul, é vice-presidente da Associação Santa-Cruzense de Pessoas Portadoras de Deficiência Física (Aspede) e já escreveu um livro contando sobre suas experiências. No entanto, as várias atividades que exerce diariamente acentuaram uma lesão nas nádegas, provocada pelo atrito na cadeira de rodas.
Preocupado em poder continuar trabalhando, Kolberg procurou o atendimento na FisioUnisc. "Com o tratamento, a escara formada já diminuiu mais da metade do que era", conta aliviado. "Não precisei parar de trabalhar, e se não fosse o ritmo de vida que levo eu já poderia estar totalmente curado", elogia.

O tratamento de Kolberg ainda comprovou uma outra tese: o laser tem ação antibacteriana. "O laser mostrou-se tão eficiente quanto os antibióticos", acrescenta Luciana. Kolberg conta que as febres, constantes anteriormente devido às inflamações, cessaram após o início do tratamento. "Nunca mais tive febre", comemora.

Fonte: Unisc
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