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UNESP/Botucatu estuda mecanismos biológicos no desenvolvimento do músculo esquelético envolvido em doenças musculares

      
O grupo de pesquisadores do Laboratório de Biologia do Músculo Estriado (LBME) do Instituto de Biociências da UNESP, campus de Botucatu, coordenado pela docente Mãli Dal Pai Silva, estuda os aspectos celulares e moleculares do músculo estriado esquelético, visando compreender os mecanismos responsáveis pela manutenção da estrutura normal desse tecido e o seu comportamento em diferentes situações onde ocorrem modificações dessa estrutura, tais como exercício físico, doenças musculares e desenvolvimento do músculo em diferentes espécies animais.

Dentre essas espécies, destacam-se os peixes de importância econômica para a piscicultura. Nesses animais, a maior parte da massa corporal é representada pelo tecido muscular esquelético, extensivamente utilizado como fonte de proteínas na alimentação humana.

O desenvolvimento desse tecido ocorre por dois mecanismos principais: aumento do número (hiperplasia) e volume (hipertrofia) de suas células. Esses mecanismos são regulados por diversas proteínas contidas no próprio músculo, dentre elas, os fatores de regulação miogênica, que controlam a expressão dos genes responsáveis pelo desenvolvimento muscular.
Os fatores de regulação miogênica são influenciados por várias condições ambientais, como temperatura, fotoperíodo, regime alimentar e composição da dieta, os quais podem alterar a taxa de crescimento do animal e seu tamanho.

Atualmente, o a pesquisa sobre como essas condições ambientais influenciam o desenvolvimento muscular dos peixes tem sido objeto de estudo de pesquisadores vinculados ao LBME, analisando espécies de peixes como a tilápia do Nilo (Oreochromis niloitcus) e o pacu (Piaractus mesopotamicus), os quais apresentam grande potencial para a aqüicultura mundial.
Para a surpresa dos pesquisadores, a análise dos fatores de regulação miogênica durante o desenvolvimento muscular em diferentes espécies animais tem demonstrado que muitos mecanismos celulares e moleculares que ocorrem nesses dois processos, se reproduzem de forma semelhante em situações de treinamento físico e em doenças que induzem alterações no músculo.

Além dos fatores de regulação miogênica, o LBME também pesquisa o papel de outros genes e proteínas de vias de sinalização intracelulares que possuem importante papel nas doenças musculares, pois induzem a atrofia e mudanças das características contráteis, metabólicas e funcionais do músculo.

Entre as patologias estudadas no LBME, destaca-se a insuficiência cardíaca, que apresenta dentre seus principais sintomas, a fadiga e a fraqueza da musculatura esquelética, decorrentes da atrofia e de alterações nas características contráteis, metabólicas e funcionais do músculo. Essas modificações da musculatura esquelética contribuem para a dificuldade de locomoção e intolerância para a realização de atividades físicas dos pacientes acometidos por essa patologia.

A insuficiência cardíaca é um importante problema clínico devido à gravidade de suas manifestações e a sua prevalência. Dados obtidos nos Estados Unidos e na Europa mostram que a incidência média dessa patologia é de 1 a 5 casos por 1000 habitantes/ano e sua prevalência é de aproximadamente 1% a 2% da população.

No Brasil, conforme dados publicados pelo Ministério da Saúde, a insuficiência cardíaca encontra-se entre as principais causas de internação do Sistema Único de Saúde. Os projetos que estão sendo desenvolvidos no LBME contribuirão significativamente com o estudo de importantes mecanismos envolvidos nas alterações do músculo esquelético que ocorrem na insuficiência cardíaca.

Além disso, esses estudos poderão servir de base para o desenvolvimento de futuras estratégias terapêuticas, visando a minimização da perda de massa muscular, aumentando assim a sobrevida e a melhora da qualidade de vida dos pacientes com IC.

Os projetos desenvolvidos no Laboratório de Biologia do Músculo Estriado contam com a colaboração de pesquisadores dos Departamentos de Morfologia - IB e Clínica Médica - FM, UNESP, Botucatu, do CAUNESP, Jaboticabal, SP, de alunos de doutorado, mestrado e de iniciação científica.

Os Projetos de Pesquisa em andamento possuem financiamento das agências de Fomento FAPESP, CNPq e FUNDUNESP, com previsão de término para 2007 e 2008. Maiores informações: Profa. Dra. Mãli Dal Pai Silva, Profa. Adjunto do Departamento de Morfologia, Instituto de Biociências, UNESP, Campus de Botucatu. Fone: (14) 3811-6264, ramal 117. E-mail: dpsilva@ibb.unesp.br

Fonte:UNESP
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