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UFPB estuda seqüenciamento do feijão verde

      
ALINE OLIVEIRA

Potencializar uma produção de feijão verde em escala industrial na Paraíba. Este é o objetivo de uma pesquisa genética que está prestes a começar na Universidade Federal da Paraíba, que vai estudar o seqüenciamento genético da leguminosa, tida hoje como um dos principais ingredientes presentes no prato do nordestino. Importante fonte de nutrientes, o alimento está presente em 30% dos cardápios das casas da região, principalmente nas classes mais baixas. Atualmente, o Brasil é o maior exportador de grãos do mundo, mas o feijão verde ainda é uma cultura de subsistência.

De acordo com o coordenador da pesquisa, o professor Demétrius Antônio Machado Araújo, o seqüenciamento genético da leguminosa vai trazer um valor agregado importante para estabelecer em breve uma indústria do feijão verde na região. Ele acredita que isto pode gerar emprego e renda, além de ampliar a oferta do alimento com preços ainda mais baixos do que os praticados atualmente. "Desta forma, o acesso por parte da população de baixa renda ficará ainda mais fácil", avalia.

A pesquisa está sendo financiada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, um investimento de R$ 2 milhões destinados a dez instituições que, junto com a UFPB, estão trabalhando em rede no projeto. Entre elas, estão as Embrapas do Piauí e de Pernambuco, além de universidades de todo o Nordeste, da Califórnia, dos Estados Unidos e de Frankfurt, na Alemanha. Para a Paraíba, estão garantidos R$ 150 mil e a pesquisa está esperando apenas a compra de reagentes para ser iniciada, com prazo de três anos para ser concluída. Dez pessoas estão envolvidas no projeto, entre alunos de graduação e pós-graduação e professores.

MOSQUITO

Além do projeto de seqüenciamento do feijão verde, a universidade também está esperando para dar início ao mesmo estudo, só que do mosquito que mais transmite a malária no País, o Anophylis darling, muito comum na Amazônia. Para Demétrius, a importância da participação da equipe paraibana neste estudo é a formação de pessoal qualificado no Estado, além de manter o nome da Paraíba entre os colaboradores para a redução de um problema nacional. A pesquisa quer descobrir uma forma de tornar o mosquito menos resistente aos inseticidas, reduzindo, desta forma, o número de casos da doença.

Os números da pesquisa sobre o mosquito são semelhantes à do feijão, mas a quantidade de instituições envolvidas chega a 30.
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