text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Iniciação Científica: Trilhas para a pesquisa

      

Muitos estudantes não sabem, mas as pesquisas realizadas nas universidades não são atividades restritas aos mestres, doutores e professores. Nestas experiências, onde as teorias são colocadas em prática, sempre há um espaço reservado aos graduandos. Cada vez mais as IES têm apostado nisto. Por isso, elas oferecem bolsas de iniciação científica aos universitários com o objetivo de despertar futuras vocações acadêmicas e, também, para que eles atuem, desde cedo, como jovens pesquisadores.

As bolsas de iniciação cientifica, que duram em média um ano e podem ser renovadas, são oferecidas pelas universidades privadas e públicas que realizam pesquisas acadêmicas. Parte delas são criadas com recursos da própria instituição ou oriundas de agências fomentadoras de pesquisa.

As iniciativas mais conhecidas são o PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica), do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), e o PET (Programa Especial de Treinamento), coordenado pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). (Veja link Sementes para o futuro da ciência no Box ao lado)

Nestes programas, que são abertos a todas as áreas do conhecimento, os universitários trabalham algumas horas nos laboratórios das IES como verdadeiros pesquisadores. Sempre acompanhados de um orientador, os estudantes desenvolvem, muitas vezes, na prática, lições que ainda não aprenderam em sala de aula. "O grande lance é que o jovem aluno, recém-ingresso na universidade, fica em contato constante com renomados cientistas, produzindo conhecimento cientifico ou novas tecnologias", conta o coordenador institucional do PIBIC da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), Marcelo Dreux.

De acordo com o pró-reitor de pesquisa da USP (Universidade de São Paulo), Luiz Nunes de Oliveira, este tipo de atividade é uma oportunidade para os graduandos terem os primeiros contatos com a ciência. "Ela é uma maneira de os estudantes desenvolverem o gosto pela pesquisa. Além disso, funciona como uma importante ferramenta para aqueles que vão continuar fazendo ciência depois da graduação, pois utiliza metodologias práticas."(Veja link Iniciação Científica: muito mais que um aprendizado)

Além disso, o pró-reitor de pesquisa da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), Ananias Monteiro, considera que estas bolsas, que rendem aos universitários contemplados uma ajuda de custo ou desconto na mensalidade da IES, são importantíssimas para os estudantes, principalmente os de baixa-renda. "Este apoio ajuda os alunos a continuarem os estudos. Afirmo isso, porque aqui na UFRN temos muitos universitários do interior que precisam da bolsa por uma questão de sobrevivência", revela.

Oliveira, que coordena mais de 3000 bolsas de iniciação científica na USP, concorda com Ananias afirmando que a universidade busca, com estas iniciativas, criar condições para que estudantes se transformem em pesquisadores. "Muitas vezes o valor da bolsa não é o ideal. No entanto, conseguimos oferecer uma oportunidade para que, ao invés de ir ganhar alguns trocados no comércio, por exemplo, o aluno venha para o campus aprender e fazer ciência."

Chance para criar: Dreux revela que, apesar dos bolsistas integrarem uma linha de pesquisa, os universitários que tiverem uma idéia podem buscar a iniciação científica para desenvolver seu invento. "Não é comum, mas se a proposta for muito boa, o professor pode se dispor a ajudar o jovem inventor."

Dedicação contemplada
Mas como saber se a IES tem bolsas deste tipo e quem pode participar? Segundo o pró-reitor de pesquisa da USP, esta é uma tarefa fácil. "O primeiro passo é o aluno procurar a pró-reitoria de pesquisa da universidade para se informar sobre os programas de iniciação científica que ela possui", explica.

A assessora da diretoria de pesquisa da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), Beatriz Leipnitz, destaca que na maioria das vezes há cartazes espalhados pelas IES com o edital e todas as informações sobre as bolsas, linhas de pesquisas e locais de cadastro. "Se o universitário que deseja participar de um trabalho científico não achar estas informações, com certeza pode encontrá-las nas secretarias das unidades universitárias. Outro caminho é ficar ligado nas dicas que os professores dão nas salas de aula", conta.

Dreux conta que assim que o universitário tiver as informações, ou realizar a inscrição, o caminho mais curto para ser contemplado com uma bolsa de iniciação científica é estabelecer um bom contato com o professor responsável por uma linha de pesquisa. "Como a seleção fica a cargo do pesquisador, é adequado que o interessado o procure e exponha sua vontade de participar do projeto", esclarece.

Beatriz diz ainda que os docentes sempre estão de olho nos universitários que ficam nos laboratórios e que demonstram interesse pelas pesquisas. "O professor sempre vai dar oportunidade para aquele aluno que ele conhece, porque sabe que existe uma motivação genuína do aluno", conta. "Por esta causa, é indicado que o aluno participe, voluntariamente, do trabalho do professor por alguns dias. Com isso ele pode demonstrar interesse e ver se é aquilo mesmo que ele quer fazer", completa.

Mas este incentivo todo não vale nada se não estiver acompanhado de um item básico para concorrer às bolsas: boletins azuis. Os universitários não podem ter notas baixas, ou seja, se o boletim tem avaliações abaixo da média, será quase impossível ser selecionado. Oliveira diz que estas medidas são tomadas por um único motivo: "As notas baixas mostram claramente que o aluno não consegue desempenhar os estudos com sucesso. Imagine então como a situação dele vai ficar com a carga horária que vai dedicar a iniciação científica."

Ananias complementa a opinião de Oliveira: "? importante que o estudante que pleitear a bolsa tenha clara consciência que vai trabalhar muito e passar bastante tempo na universidade", diz. Ele salienta ainda que as atividades serão duras e exigentes. "O bolsista terá prazos a cumprir e seguirá uma dinâmica elaborada por seu orientador. Além disso, terá de produzir relatórios e, no final da bolsa, preparar seminários para mobilizar toda a comunidade acadêmica", conclui.

Clique no link acima, à direita, para obter mais detalhes sobre o PIBIC do CNPq.

  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.