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UNISUL: Estudantes aprendem com pesquisa em sambaqui

      
Pesquisadores da Unisul que estão trabalhando em Imaruí receberam visita de estudantes da comunidade. Contato ajuda na conscientização para a preservação do local.

Estudantes da Escola de Ensino Fundamental Professor Luiz Félix Barreto enfrentaram uma caminhada de uma hora, nesta sexta-feira (30/6) para aprender com os pesquisadores da Unisul que estão trabalhando num sambaqui descoberto na localidade de Samambaia, município de Imaruí. Desde quarta-feira (28/6) a equipe do Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial - Arqueologia (Grupep) trabalha no local na tentativa de recuperar fósseis que podem ter até seis mil anos de idade.

Os professores e 80 alunos de quinta a oitava séries da escola ficaram surpresos com o estado de preservação dos esqueletos humanos encontrados. Em um deles o brilho dos dentes foi motivo de perguntas dos estudantes.

- O tipo de alimentação dos povos antigos e também o cálcio das conchas que formam o sambaqui são fatores que permitem este tipo de conservação - explicou a coordenadora do Grupep Deisi Scunderlick Eloy de Farias.

- Nosso objetivo foi sair da sala de aula, ver na realidade a vivência do homem, ter contato visual com aquilo que eles aprendiam apenas através de livro e está tão próximo de nós. Os alunos também terão uma visão de mundo maior, um contato com profissionais que enriquecerão seus conhecimentos - contou o professor de educação física Jordeval Fernandes.

Para a professora de ciências e matemática, Roseli Borges, toda a comunidade pode ganhar com a pesquisa, além de conhecer a cultura de antigas civilizações que povoaram a região e lembra que é preciso conscientização e preservação.

Com 13 anos, a aluna da 7º série Vanessa Alves, diz que superou o medo e agora quer aproveitar para estudar sobre o assunto.

- Quando eu soube, fiquei com medo, passava por aqui sempre. Pensei até em trocar de caminho, mas depois eu entendi do que se tratava e de sua importância e agora sei que só vai colaborar para várias aulas - explicou.

Seu colega de classe, Jailson Tomas Costa, 16 anos, quer aprender sobre a cultura de outros povos na região e pesquisar mais.

O sambaqui, encontrado há quinze dias, é cortado por uma estrada e as obras de manutenção da via acabaram revelando os ossos que estavam soterrados.

- No dia de Corpus Christi (15/6), que todos desenham no chão, eu passei por aqui e vi isso. Parece até coincidência. Na região já existe um sambaqui, logo que vi já pensei em cemitério indígena e procurei de imediato autoridades - contou o morador Mário Sergio.

A dona de casa Ana Torquatro disse que não imaginava existir alguma coisa do tipo.
- Ouvíamos muitas histórias, mas nada de concreto. Agora queremos saber o que é, se eram índios ou o que. Estamos curiosos e já veio até gente de Criciúma tarde na noite cavar por aqui - falou.

O trabalho da equipe do Grupep estava previsto para ser encerrado nesta sexta-feira (30/6), mas as condições encontradas vão exigir pelo menos mais uma semana de trabalho.
- O solo é muito duro e a condição dos fósseis também está muito prejudicada. Estamos trabalhando contra o tempo, pois tivemos que isolar a estrada e precisamos liberá-la logo. Outra preocupação é durante o período noturno e no fim de semana quando não temos condições de monitorar o local - encerrou Deisi.

Fonte: Unisul
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