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Unesp: Câmpus de Sorocaba desenvolve substituto para pistão de aço

      

A lavadora de pressão é usada para lavar carros, azulejos, quintais, com grande utilização também na indústria. Graças à pressão com que dispara a água, é mais econômica do que a mangueira comum. Um estudo propõe a substituição do pistão de aço dessas máquinas - peça cilíndrica que ajuda no bombeamento - por outro de plástico. Essa troca reduz, durante a fabricação, 99% o consumo de água, 83% o consumo de eletricidade e 73% o custo total. A pesquisa foi realizada por Antídio de Oliveira Santos Neto, mestrando doPrograma de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Materiais, câmpus de Sorocaba, em parceria com o inventor Fábio Renato Camargo Sirbonea.

Os dois pesquisadores são funcionários da fabricante de componentes automotivos, industriais e ãroespaciais Schãffler do Brasil, e tiveram apoio da empresa para realizar esse estudo. Eles contaram com a orientação do professorSandro Mancini, também da Unesp de Sorocaba.

Os diversos tipos de plástico apresentam, em geral, propriedades mecânicas inferiores às de metais, mas essa diferença pode ser reduzida com o uso de tipos mais sofisticados. O material utilizado na pesquisa é baseado em três substâncias: poliftalamida, politetrafluor etileno e fibra de vidro. O composto foi patenteado e será divulgado ao final dos estudos. Sua resistência é comparada à do aço e, em testes, demonstrou aguentar altas cargas de força e pressão. "Essa substituição não seria cogitada se o material não suportasse as condições de tração e desgaste para esse tipo de aplicação", afirma Santos Neto.

Apesar de o novo material ser mais caro do que o aço (o primeiro custa US$ 13 o quilo; o segundo, cerca de US$ 3 por quilo), a fabricação da peça de plástico é quatro vezes mais barata. Um pistão de plásticoutiliza apenas 7,4 g de polímero, enquanto o metálico usa 60g de aço.

A peça de plástico também é mais leve, com alta resistência à corrosão e pode ser utilizada sem lubrificação. O dispositivo feito de aço também precisa ser protegido contra a ferrugem, já que entra em contato direto com a água, uma desvantagem que o plástico não apresenta. Sua fabricação depende de menores temperaturas de trabalho e é mais rápida, envolvendo apenas duas etapas, enquanto o modelo metálico passa por 13 fases. "Basta fundir e modelar para obter o objeto no formato desejado", explica Mancini."Além da redução de custo, o pistão tem um processo de produção mais ?limpo?, com menos utilização de recursos naturais", afirma Santos Neto.

CCom os bons resultados, a indústria que apoiou os estudos pretende fabricar a peça e colocá-la em algumas lavadoras para teste em 2010. Santos Neto está estudando, ainda, em seu mestrado, a possibilidade de utilização do mesmo material para a fabricação de bomba de óleo para motocicletas. "O formato do objeto está adequado e o material é resistente. O próximo passo é fabricar um protótipo para testar o desempenho do modelo e do material juntos", diz o pesquisador.

Fonte: Unesp

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