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Professora da Unesp Registro realiza estudos com a Cataia

      

Pertencente a família Myrtaceã, a cataia é uma planta muito conhecida no Vale do Ribeira. Ela é usada popularmente como remédio caseiro, na forma de chá, para o combate a gripes, resfriados e fadiga, como descongestionante em inalações e na forma de solução alcoólica para massagem muscular. No entanto, é na forma de cachaça de cataia que a planta se popularizou e é muito apreciada por todos. A cataia é encontrada em diversos ambientes, desde a Mata Ombrófila Densa Montana até a Restinga, apresentando características distintas na morfologia, aroma, sabor e composição de óleos essenciais. No Vale do Ribeira, a cataia mais conhecida é aquela encontrada em áreas de Restinga.

Com o propósito de conhecer a diversidade genética de populações naturais da espécie, um projeto está sendo desenvolvido na UNESP de Registro.

São varias as dificuldades encontradas para se obter informações sobre a cataia, dificuldades advindas da ausência de estudos e até mesmo da obtenção de material vegetal para análise. Desta forma, a docente e pesquisadora Dra. Patrícia Gleydes Morgante tem coordenado um projeto, financiado pela FAPESP, de caracterização genética de quatro populações encontradas em Cajati, Cananéia, Ilha do Cardoso (Vale do Ribeira - SP) e na cidade de Caldas (MG). O projeto conta ainda com a participação do Dr. Marcos Sobral da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Dr. Paulo Roberto Moreno da USP (Universidade de São Paulo) e Dr. João Vicente Coffani Nunes da UFAL (Universidade Federal de Alagoas).

Os resultados do trabalho deverão servir de base para propor estratégias de conservação e pré-melhoramento da espécie, que tem sido alvo de crescente extrativismo na região. Além da caracterização das populações de cataia, busca-se compreender melhor as diferenças morfológicas e químicas verificadas nas populações.

O projeto, baseado no uso de marcadores moleculares do tipo microssatélites, precisou vencer etapas preliminares com a escolha das populações, adequação de método de coleta e de extração de DNA, tendo para isso o apoio da FUNDUNESP. Atualmente, encontra-se na fase de escolha dos melhores locos microssatélites para conduzir a análise. A expectativa para o ano que vem é de obter os primeiros resultados para as populações em estudo.

O pesquisador Paulo Roberto Moreno, que tem se dedicado a estudar a composição dos óleos essenciais da espécie, já constatou seu potencial no combate a algumas bactérias por meio de ensaios de atividade biológica.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Unesp

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