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Ciência da Computação da FEI apresenta novas soluções tecnológicas

      

O cachorro-robô Aibo, programado para reconhecer comandos em inglês, agora obedece ordens em português; a exposição acontece nesta quinta-feira 17

Um sistema para ajudar o deficiente a mover o mouse com a cabeça, um programa que insere propagandas digitais em cenários de corrida automobilística e até um cachorro-robô que obedece aos comandos em português estão entre os Trabalhos de Conclusão de Curso dos formandos de Ciência da Computação do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana). Os projetos serão apresentados nesta quinta-feira (17), a partir das 19h, durante a Expocom, que acontece no Ginásio de Esportes do campus São Bernardo (avenida Humberto de Alencar Castelo Branco, 3.972, bairro Assunção).

O Aibo, o cachorro-robô desenvolvido pela Sony e utilizado pela FEI como plataforma de pesquisa, agora se comunica em português. Com a nova programação de inteligência artificial, o Aibo pode reconhecer 10 comandos de voz para latir, sentar, se fazer de morto, jogar bola e outras ordens. Os estudantes gravaram amostras desses comandos com aproximadamente 70 pessoas de ambos os sexos e faixa etária entre 18 e 50 anos, com intuito de abranger os mais variados tons de voz.

Desenvolvido para deficientes físicos que não possuem movimento dos membros superiores, o SMOC (Sistema de Manipulação Ocular do Cursor) permite ao usuário conduzir o mouse com o movimento da cabeça e clicar apenas com o piscar dos olhos. O sistema possui uma webcam que captura imagens do usuário para processamento de visão computacional, a qual possibilita definir a região do monitor observada pelo usuário, direcionar o cursor e detectar os momentos em que o usuário pisca os olhos indicando comando de clique.

Automobilismo - Outro grupo de formandos desenvolveu um sistema que insere objetos virtuais em cenários de corridas automobilísticas para efeito de propaganda de maneira semi-automática por meio de marcadores reais, sem a necessidade de que um técnico se desloque até o local onde o objeto será inserido e possibilitar a movimentação da câmera.

Visando aproximar ex-alunos e professores da FEI, os formandos criaram a rede social SICSFEI. Os formandos realizaram análises para identificar os erros de usabilidade das redes sociais mais usadas, definidas na pesquisa, para que fosse possível desenvolver uma rede com as preferências dos usuários e, ao mesmo tempo, motivá-los utilizar a ferramenta continuamente.

Destinado à área de edição de vídeo, que usa técnicas de processamento de imagens que proporcionem maior realismo, muito utilizadas por tevês e produtoras cinematográficas, os alunos criaram o J-CHROME, um editor de vídeo que implementa a técnica do Chroma-Key com o acréscimo de efeitos computacionais que possibilitam a manipulação do personagem (reposicionamento e redimensionamento) e seu novo cenário (Zoom-In e Zoom-Out).

Já o projeto RAV-DB estuda a viabilidade da implementação do Sistema Gerenciador de Banco de Dados Oracle 10g em ambientes virtuais, comparando-o com o ambiente não-virtual. O estudo avalia as possibilidades levando em consideração apenas o desempenho do banco de dados, e com informações suficientes para o profissional escolher a melhor solução para a corporação.

Outro projeto é BravoRFID, que contribui para a automação do controle interno de estoque de uma empresa por meio de identificação de produtos por rádio freqüência (RFID). Durante a movimentação interna de produtos em estoque, problemas como furto e contagem de produtos, podem ser rapidamente controlados devido aos benefícios de rastreabilidade e flexibilidade oferecidas pela tecnologia do RFID. Para isso, foi projetado um módulo no Openbravo, um software ERP open source, ideal para pequenas e médias organizações. Dessa forma, todas as movimentações internas de estoque são automaticamente detectadas pelos leitores RFID, localizados nas entradas e saídas dos diferentes estoques, e registradas no banco de dados do software ERP. O sistema minimiza os erros causados pela interferência humana.

Fonte: Assessoria de Comunicação da FEI

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