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Pesquisador da Unesp registra encalhe de Baleia Franca em Laguna

      

Na praia de Itapirubá, em Laguna (SC), região inserida na área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, um exemplar da Baleia Franca do Sul (Eubalãna australis) esteve encalhada durante o período dos dias 8 e 11 de setembro. Esses animais frequentam a região em razão dos atrativos gerados pelas águas quentes e calmas, que, todavia são distantes de predadores das suas proles.

O docente da Unesp Campus Litoral Paulista Mario Rollo avaliou, por meio dos registros fotográficos feitos pelo professor Francisco Buchmann, que esteve presente no local encalhe, que tratou-se de um exemplar adulto que media em torno de 12 metros e pesava aproximadamente 40 toneladas. Rollo explica que as causas dos encalhes das baleias podem ser bastante variadas e há grande dificuldade em diagnosticar a causa exata. Como exemplo, relacionado a encalhes em grupos, pode ser atribuído alterações no perfil geomagnético da Terra e epidemias que atingira esses animais. No caso das baleias encalhadas individualmente, como o ocorrido na praia de Itapirubá, o encalhe é geralmente atribuído a erros de navegação do animal e doenças, causadas por água contaminadas por pesticidas, por exemplo.

O encalhe de animais de proporções como a Baleia Franca na praia de Itapirubá, necessita de ações e logística complexa, com uma equipe treinada e disponível permanentemente, com equipamentos que promovam o reboque a partir da água. Um quadro, esse, difícil de viabilizar em razão dos altos custos da operação e do encalhe de baleias serem inesperados, podendo não acontecer por longos períodos.

Com um bom registro histórico de encalhes no Brasil, poucos casos de resgate de baleias foram bem sucedidos. A baleia franca documentada ficou por mais de três dias encalhada antes de ser sacrificada. A decisão de fazer eutanásia no animal foi anunciada por representantes do Projeto Baleia Franca após reunião com veterinários e biólogos. Serão feitos exames para tentar diagnosticar e/ou especificar possíveis doenças no animal.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

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