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Pensar em outro idioma ajuda a tomar decisões racionais, aponta estudo

      
Crédito: Shutterstock.com
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Está difícil tomar decisões racionais na hora de resolver os dilemas da sua vida? Então tente pensar sobre seus problemas em inglês, espanhol ou em qualquer outro idioma estrangeiro. De acordo com os psicólogos da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, quando pensamos sobre um assunto em outra língua, o lado racional se sobrepõe ao emocional.

 

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A pesquisa foi realizada com 121 estudantes americanos cuja primeira língua era o Inglês. No teste, os estudantes tiveram que resolver alguns problemas – apresentados em idiomas estrangeiros ou na língua nativa do participante. Eram situações problemas como essa:

 

Uma epidemia se espalha rapidamente pelo país (tipo os zumbis do seriado The Walking Dead) e, sem medicamento, 600 mil pessoas morrerão. Você precisa escolher entre dois remédios:

1. Medicamento A: 200 mil pessoas serão salvas;
2. Medicamento B: há um terço de chances de salvar 600 mil pessoas e dois terços de chances de não salvar ninguém.

 

Segundo os psicólogos americanos, a maioria das pessoas optou pelo medicamento A, marcado como algo que vai “salvar vidas”. Elas preferem a segurança de poupar 200 mil pessoas ao risco de curar ou matar todas. Então eles repetiram o cenário, mas sob uma nova perspectiva.

1. Medicamento A: 400 mil pessoas morrerão;
2. Medicamento B: há um terço de chances de salvar 600 mil pessoas e dois terços de chances de não salvar ninguém.

 

Nesse caso, a maior parte preferiu o remédio B. É exatamente a mesma situação. Mas, nesta nova sentença, as 400 mil mortes do remédio A ficam mais em evidência do que as 200 mil vidas salvas.

 

O que isso tem a ver com os idiomas? Nos experimentos, os pesquisadores perceberam que, quando as situações eram apresentadas em idiomas estrangeiros, os participantes eliminavam a aversão ao risco. Em outras palavras, não importa a ordem das sentenças, a escolha sempre racional. Melhor correr o risco de salvar todo mundo do que ter a certeza de matar dois terços da população.

 

Os pesquisadores dizem que mesmo frases carinhosas, como declarações de amor, não têm o mesmo efeito emocional para o ouvinte quando são pronunciadas em um idioma estrangeiro ao dele. Ainda segundo eles é como se nós não sentíssemos as mesmas emoções quando falamos outra língua.

 

 



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