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Baixe grátis: Obras autobiográficas de pessoas que lutaram pela abolição da escravidão

      
Fonte: Shutterstock
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Há 127 anos, a princesa Isabel assinava a Lei Áurea, documento que abolia formalmente a escravidão no Brasil, o último país da América a extinguir este tipo de trabalho. A princípio, esta parece ser uma razão de comemoração, porém, durante quase 40 anos, criou-se medidas paliativas, como a Lei Eusébio de Queirós, que adiavam este momento, ainda que existisse um forte movimento abolicionista. E, quando de fato foi colocada em prática, os ex-escravos não encontraram condições adequadas para se integrar propriamente à sociedade brasileira.

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Portanto, o 13 de maio é usado pelo movimento negro para chamar a atenção para a questão do racismo e não como motivo de solenidade. Pensando nisso, a Universia Brasil reuniu abaixo a história de quatro importantes nomes do movimento abolicionista de diferentes lugares do mundo. Aproveite esta oportunidade para também fazer o download gratuito de suas obras autobiográficas.


Frederick Douglass

Frederick Augustus Washington Bailey foi um dos grandes abolicionistas estadunidenses do século XIX, razão que o levou a ser conselheiro do presidente Abraham Lincoln durante um período de sua vida. No entanto, o escritor que ficou conhecido como “Sábio de Anacostia” nem sempre foi admirado por sua luta por oportunidades iguais a todos. Nascido na condição de escravo, ele teve sua alfabetização impedida pelo seu senhor quando criança, mas mesmo assim continuou procurando meios para aprender a ler e escrever.


Aos 20 anos, conseguiu fugir da escravidão e começou a participar de encontros que discutiam a abolição, tornando-se mais tarde um de seus palestrantes. Sete anos depois, publicou sua primeira obra autobiográfica, “Narrative of the Life of Frederick Douglass: an American Slave”, sendo obrigado a se refugiar na Inglaterra por causa da revelação do nome do seu dono. De volta aos Estados Unidos, criou ainda um jornal abolicionista, o North Star, e lançou outros dois livros sobre sua vida como escravo.

Obras:

“My Bondage and My Freedom”

“Narrative of the Life of Frederick Douglass: an American Slave”


Sojouner Truth

Nascida Isabella Baumfree, Sojouner Truth foi uma escrava americana que não apenas lutou pela abolição, como também foi ativista pelos direitos das mulheres. Autora de importantes discursos nas organizações que defendiam estas questões, como o icônico “Ain't I a Woman?” na Ohio Women's Rights Convention, ela foi também uma das primeiras mulheres negras a vencer um caso no tribunal contra um homem branco em ocasião da venda ilegal de um dos seus filhos. Truth ainda teve uma participação importante na Guerra Civil Americana, quando reuniu tropas negras para o Exército Nortista. Mais tarde, tentou conseguir concessões de terra para ex-escravos, porém não obteve sucesso.

Suas memórias, contidas no livro “Narrative of Sojourner Truth, a Northern Slave”, foram ditadas para sua amiga Olive Gilbert, que as redigiu, e publicadas em 1850.

Obra:

“Narrative of Sojourner Truth, a Northern Slave”



Solomon Northup

Diferentemente dos dois ativistas anteriores, Solomon nasceu em Nova York já como um homem livre. Com cerca de 30 anos, o violinista foi oferecido um trabalho em Washington – onde a escravidão ainda era legal –, ao qual não pode recusar dada a remuneração prometida. Porém, o que ele não imaginava era que, ao seguir viagem com os dois contratantes, ele na verdade estava sendo seqüestrado e vendido como um escravo. Durante 12 anos, ele trabalhou na região de Louisiana até que, com a ajuda de um trabalhador canadense, conseguiu contatar o estado de Nova York e provar que era um homem livre.

Logo no seu primeiro ano de liberdade escreveu o livro “Twelve Years a Slave” e, daquele momento em diante, então ingressou no movimento abolicionista, compartilhando suas experiências pessoais com o público. Em 2014, sua história ganhou maior projeção com o lançamento do filme homônimo de Steve McQueen, que ganhou 3 Oscars.

Obra:

“Twelve Years a Slave”


Olaudah Equiano

Nascido no que hoje é a Nigéria, Olaudah Equiano foi sequestrado com sua irmã e vendido como escravo ainda quando criança. Com um novo nome, Gustavus Vassa – dado pelo funcionário da Marinha Real, que o comprou, em homenagem a um rei sueco do século XVI –, ele navegou pelo mundo durante oito anos, quando aprendeu a ler e escrever. Mais tarde, trabalhando para um comerciante como barbeiro e marinheiro, ele conseguiu juntar dinheiro para comprar sua liberdade por meio de atividades em condições ilegais, já que na época um escravo não poderia trabalhar por conta própria. E, já como um homem livre, viajou por vários lugares do mundo durante 20 anos.

Tempos depois destas jornadas, envolveu-se no movimento abolicionista participando do grupo Sons of Africa e, após a publicação das suas memórias, pode contribuir ainda mais para a causa, uma vez que seu livro – um dos primeiros publicados por um autor negro africano – tornou-se muito popular na época.


Obra:

“The Interesting Narrative of the Life of Olaudah Equiano or Gustavus Vassa, the African”

 

 


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