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Por que existe: o Carnaval

      
Por que existe: o Carnaval
Por que existe: o Carnaval  |  Fonte: Universia Brasil

Muito popular no Brasil, o Carnaval é uma das festas mais tradicionais e aguardadas do País. Mas, ao contrário do que parece, ela não começou aqui. Você sabe por que o Carnaval existe ou onde ele teve seu início?

POR QUE ESSA DATA?

Conhecida como a festa do “adeus à carne”, ela promove a abundância antes de um período de abstinência e jejum. Acredita-se que a origem do Carnaval se deu na Grécia, em meados dos anos 600 a 520 a.C, no qual os gregos celebravam seus deuses e agradeciam. Em 590 d.C, a tradição passou a ser utilizada pela Igreja Católica para antecipar a Quaresma.

Porém, o Carnaval como conhecemos se moldou em festas realizadas na era vitoriana, no século XX. Paris foi o principal exportador e lugares como Nice, Santa Cruz de Tenerife, Veneza, Nova Orleans e Toronto se inspiraram em suas celebrações de rua para adaptar as suas próprias festas. O Rio de Janeiro, por sua vez, exportou o modelo de Carnaval com escolas de samba para outros lugares como São Paulo e Tóquio.

Em geral, o Carnaval dura três dias, terminando na Quarta-Feira de Cinzas. Na Antiguidade, o período era marcado por celebrações alegres e que evidenciavam os prazeres da vida. Na Roma antiga, por exemplo, a festa costumava durar sete dias e ia de 17 a 23 de dezembro. Todos os negócios fechavam e os escravos eram libertos temporariamente. O período do Renascimento trouxe a ideia dos bailes de máscaras, das fantasias chamativas e carros alegóricos.

A festa foi trazida para o Brasil pelos portugueses que, por sua vez, remonta à era de ouro da produção de açúcar, no século XVI, e também à ligação com os escravos, trazendo influências regionais e expressões lúdicas de diversas localidades.

Com a corte portuguesa no Rio de Janeiro, passa-se a ter tentativas frequentes de adaptar a festa à então colônia. No final do século XIX, grupos carnavalescos ocupam as ruas da cidade e criam um modelo para a folia. Eram os chamados de cordões, ranchos ou blocos.

Em 1890, Chiquinha Gonzaga compôs a primeira música feita especificamente para o Carnaval: “Ô Abre Alas!” feita para o cordão Rosas de Ouro. A festa, então, difundiu-se pelo país. Em São Paulo, ela começou a partir de uma brincadeira do século XV em que os foliões jogavam água uns nos outros. O carnaval de rua como conhecemos, começou em cidades do interior, como uma forma de manifesto. O primeiro cordão paulista chega em 1914. Criado por Dionísio Barbosa, é chamado de Cordão da Barra Funda, posteriormente, Camisa Verde e Branco.

As celebrações do Carnaval em Olinda e Recife também se tornaram símbolos, unindo diferentes estilos de carnaval de rua. Em Recife, com o desfile dos tradicionais blocos, dentre eles, o maior do mundo: O Galo da Madrugada, que sai no sábado de Carnaval e em Olinda com os famosos bonecos, com festas no centro histórico.

Em Salvador, por sua vez, a festa se concentra nos trios elétricos, ideia surgida em 1950 e concebida por Adolfo Nascimento e Osmar Álvares Macêdo, o Dodô e o Osmar, que criaram a Fobica, um calhambeque adaptado que tocava músicas pelas ruas. Popularizado e modernizado, ele se tornou símbolo do Carnaval baiano.

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