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Cidades inteligentes: o que são? Quais são? Descubra agora

      
Segundo o IESE Cities in Motion Index 2019, Londres é a cidade mais inteligente do mundo.
Segundo o IESE Cities in Motion Index 2019, Londres é a cidade mais inteligente do mundo.  |  Fonte: Fotolia

Engana-se quem pensa que a cidade inteligente é apenas um centro altamente tecnológico. A tecnologia é, sim, essencial em uma smart city, mas ela é apenas um meio para solucionar uma série de problemas urbanos e alcançar metas que vêm se tornando cada vez mais importantes para as grandes cidades.

Mas o que são, afinal, cidades inteligentes? E quais são os grandes exemplos de smart cities que existem hoje no mundo? Será que essa tendência também tem espaço no Brasil? Saiba mais a seguir.

Muito além da tecnologia: o que são cidades inteligentes

A evolução tecnológica, em especial o desenvolvimento de recursos bastante recentes, como a Internet das Coisas, vem sendo uma arma importantíssima no desenvolvimento de soluções para problemas do mundo contemporâneo.

O crescimento da população urbana, a busca por melhores condições de vida para os habitantes de grandes cidades, bem como a conscientização de que as mudanças climáticas são uma grande ameaça global e de que é preciso urgentemente tomar medidas em prol de uma sociedade mais sustentável são algumas das questões aos quais governos, empresas, universidades e as mais diversas instituições estão muito atentos.

Muitas cidades já estão fazendo uso de várias tecnologias para solucionar problemas urbanos e promover mais sustentabilidade, melhor qualidade de vida para a população e uma gestão mais eficiente de recursos e resíduos. Essas cidades são chamadas de cidades inteligentes, ou smart cities.

Para a Comissão Europeia, as cidades inteligentes são aquelas que usam as tecnologias da informação e da comunicação (TIC) para tornar mais eficientes e sustentáveis as redes de transporte público e os sistemas de iluminação, calefação e abastecimento de água no espaço urbano, bem como para garantir espaços públicos mais seguros e mais adequados às necessidades da população.

As cidades mais inteligentes do mundo

O IESE Cities in Motion Index, realizado desde 2014 pela IESE Business School, é um ranking que avalia e classifica cidades inteligentes a partir de uma visão ampliada das smart cities, que inclui uma série de fatores-chave:

  • Capital humano;

  • coesão social;

  • economia;

  • governança;

  • meio ambiente;

  • mobilidade e transporte;

  • planejamento urbano;

  • alcance internacional;

  • tecnologia.

No IESE Cities in Motion Index 2019, 174 cidades foram avaliadas e classificadas, gerando um ranking com centros urbanos de todos os continentes do mundo, divididos de acordo com o seu desempenho: alto, relativamente alto, médio, baixo ou muito baixo. Apenas Londres e Nova Iorque apresentaram desempenho alto, enquanto 67 cidades tiveram desempenho relativamente alto.

A Europa se destaca nas 20 primeiras posições, embora a América do Norte, a Ásia e a Oceania também estejam presentes. Veja as cidades que ocupam as melhores posições do ranking:

  1.  Londres, Reino Unido;

  2.  Nova Iorque, Estados Unidos;

  3.  Amsterdã, Holanda;

  4. Paris, França;

  5.  Reiquiavique, Islândia;

  6.  Tóquio, Japão;

  7.  Singapura, Singapura;

  8.  Copenhague, Dinamarca;

  9.  Berlim, Alemanha;

  10.  Viena, Áustria;

  11.  Hong Kong, China;

  12.  Seul, Coreia do Sul;

  13.  Estocolmo, Suécia;

  14.  Oslo, Noruega;

  15.  Zurique, Suíça;

  16.  Los Angeles, Estados Unidos;

  17.  Chicago, Estados Unidos;

  18.  Toronto, Canadá;

  19.  Sidney, Austrália;

  20.  Melbourne, Austrália.

A América Latina só aparece na 66ª posição, com Santiago, Chile (desempenho relativamente alto). Já as cidades brasileiras listadas se encontram entre as 50 últimas posições do ranking, apresentando um desempenho baixo.

Cidades inteligentes no Brasil

As cidades brasileiras que aparecem na lista do IESE Cities in Motion Index 2019 são:

  • Rio de Janeiro (128ª posição);

  • Brasília (130ª);

  • São Paulo (132ª);

  • Curitiba (140ª);

  • Salvador (146ª);

  • Belo Horizonte (151ª).

Todas elas apresentam baixas pontuações, especialmente em capital humano e governança. A avaliação de capital humano inclui indicadores como a proporção da população cursando o ensino médio e superior, bem como o número de universidades, museus, escolas e teatros. A governança, por sua vez, leva em consideração fatores como o número de embaixadas, consulados e centros de pesquisa e tecnologia, assim como respeito aos direitos da população e índices de percepção de corrupção.

De acordo com a pesquisa "Cidades inteligentes: casos e perspectivas para as cidades brasileiras", cidades como o Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre, têm avançado na gestão de infraestrutura e de serviços públicos a partir do uso de tecnologias, porém, muitas questões sociais ainda aguardam soluções melhores, como é o caso de saneamento básico, educação, mobilidade, saúde, segurança e renda. Assim, não é impossível que as cidades brasileiras subam no ranking das smart cities globais, porém, há ainda um longo caminho pela frente.


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