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Tese de pesquisadora da Federal Fluminense analisa trabalho a distância

      
Brasília (Karina Amorim) - A possibilidade de trabalhar a distância com o apoio de meios informáticos e de telecomunicação é o tema da tese de doutorado da professora UFF (Universidade Federal Fluminense), Maria Helena Teixeira Gomes. A docente estuda a metodologia do teletrabalho e os profissionais que poderiam desenvolver o que Maria Helena classifica de "atividades teletrabalháveis".

De acordo com a professora Marina Helena, ainda não existem dados estatísticos sobre o número de teletrabalhadores no Brasil, mas a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Tele-atividade estima que no país existam cerca de 3,5 milhões de teletrabalhadores, admitidos em empresas privadas.

Segundo a autora da pesquisa, as pessoas interessadas em trabalhar em casas devem residir em um ambiente tranqüilo e possuir meios de comunicação - computador, telefone, fax - capazes de potencializar a produção.

Para se adaptar ao teletrabalho, a professora Maria Helena recomenda que as atividades estejam ligadas à criação, elaboração e transmissão de informações. Além disso, os trabalhos desenvolvidos devem preencher requisitos como baixa necessidade de comunicação contínua, para evitar altos custos, e o poder de gerenciar atividades com antecedência. O teletrabalhador também precisa ter autonomia para tomar decisões e desenvolver as tarefas ligadas à função com liberdade.

Segundo a pesquisadora, os setores do mercado que mais utilizam o teletrabalho são o da informática; das telecomunicações; bancário e de seguros; comercial, telemarketing, comércio eletrônico e vendas por correspondência; e ensino e formação. "Independente do setor, o teletrabalho deve ser devidamente discutido e regulamentado, para não ser usado como mais um instrumento para a precarização das condições de trabalho", alertou.

O trabalho a distância pode ser exercido tanto por profissionais autônomos, cooperativados ou associados, assim como por trabalhadores com vínculos de emprego. Os profissionais com vínculos empregatícios mantém formas tradicionais de remuneração e, em alguns casos, passam a receber por produtividade ou resultados; os autônomos cobram por serviços prestados.

Maria Helena garante que ainda é cedo para afirmar que algumas profissões deixaram de ser presenciais. "Porém pode-se dizer que existe uma forte tendência no sentido de se flexibilizar a atividade, alternando entre trabalho presencial e teletrabalho", disse.

Fonte: Agência PontoEdu
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