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Chapa única na disputa pela reitoria da UFJF

      
Começa nesta segunda-feira o primeiro período letivo de 2002 da Universidade Federal de Juiz de Fora. Além das atividades acadêmicas, professores, alunos e servidores técnicoadministrativos estarão envolvidos também com a eleição para a reitoria da instituição, que neste ano, ao contrário do que vem acontecendo desde 1984, quando foi instituída a eleição direta com voto paritário para o cargo, não terá disputa: a atual reitora, Margarida Salomão, 52 anos, doutora em Lingüística pela Universidade da Califórnia, encabeça a única chapa inscrita para o pleito.

Mantendo como vice o mestre em Educação Física Paulo Ferreira Pinto, Margarida Salomão estará enfrentando sua terceira eleição para o cargo: foi a mais votada em 1990, mas quem encabeçou a lista tríplice encaminhada ao Ministério da Educação foi José Passini, que acabou nomeado; e teve a maioria dos votos em 1998, concorrendo com outros três candidatos. Apesar da falta de concorrentes, Margarida Salomão inicia na próxima quartafeira os debates com a comunidade universitária. Serão quatro até as eleições, marcadas para os dias 27 e 28 de maio.

Além desses encontros definidos pela Comissão Eleitoral, formada por representantes de docentes, discentes e servidores, Margarida Salomão pretende percorrer todas as unidades da UFJF para discutir com a comunidade universitária como deve ser a sua próxima gestão. "? isso que vai dar legitimidade ao próximo reitorado", ressalta ela, que está vinculada à UFJF desde 1972, quando iniciou a carreira docente, e desde então sempre atuou na formação de professores, tanto na licenciatura em Letras como em programas de educação continuada.

A decisão pela reeleição, explica Margarida Salomão, foi do seu grupo político, que entendeu que um novo mandato seria melhor para dar continuidade a projetos iniciados em 1998. "Teremos uma gestão mais complexa e mais exigente", diz ela, que mostra, com números, que a universidade mudou nos últimos quatro anos: triplicaram as vagas nos cursos noturnos (eram 205 em 1998 e agora são 605) e foram criados novos cursos, entre eles o de Engenharia de Produção, área ainda não beneficiada pela UFJF, que atendeu a pedidos de empresários que sentiam necessidade de capacitação de seus funcionários.

Atualmente, a UFJF oferece 29 cursos de graduação.Outra mudança na UFJF foi no processo de ingresso. No grupo de calouros que inicia os estudos amanhã, estão vários estudantes que fizeram as programas do Programa de Ingresso Seletivo Misto (PISM), sistema que avaliou os candidatos desde o primeiro ano do Ensino Médio e que apresentou bons resultados: dos 2.032 aprovados, 239 fizeram as provas dos três módulos do PISM. "? a escola pública ingressando na universidade", avalia a reitora.

Também aumentou o número de professores-doutores (eram 20% em 1998 e 32% em 2002) e o de cursos de pós-graduação junto ao Capes: eram dois e passaram para oito, sendo um de doutorado e sete de mestrado. Avanços que Margarida Salomão faz questão de ressaltar estiveram na contramão do investimento feito pelo Ministério da Educação. O orçamento de R$ 90 milhões em 1998 caiu 30% nos últimos quatro anos, e há um déficit tanto de pessoal administrativo quanto de docentes.

Fonte: Hoje em Dia
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