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Fundo vai liberar verba para projetos hídricos

      
Programas de capacitação de profissionais, apoio à divulgação de livros e à organização de eventos, distribuição de prêmios para projetos de pesquisa e criação de redes de gerenciamento de recursos hídricos são algumas das ações previstas pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para o Fundo Setorial de Recursos Hídricos (CT-Hidro). Com orçamento de R$ 28 milhões para este ano, o comitê gestor do fundo estará reunido no próximo dia 10 para aprovar o planejamento.

O prazo para profissionais da área concorrerem a bolsas de pósgraduação (mestrado e doutorado), no entanto, vai até o próximo dia 15. Para isso, é preciso ter um projeto de pesquisa vinculado ao curso de interesse e um orientador cadastrado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O edital concederá R$ 2,2 milhões em bolsas. Os cursos devem ter início no ano que vem.

Este ano, a Finep ainda lançará editais para apoiar a divulgação de livros, revistas e organização de eventos e prêmios para teses de doutorado e mestrado, novos produtos, publicações e projetos de pesquisa. A instituição, também por meio de editais, selecionará institutos de pesquisa e universidades, em parceria com o setor público, para formar a Rede de Gerenciamento Urbano de Recursos Hídricos e a Rede para Sustentabilidade do Semiárido. - Todas essas ações estão previstas, mas serão consolidadas na reunião do comitê gestor.

Universidades, institutos de pesquisa e profissionais da área de recursos hídricos podem acompanhar o lançamento de editais pelos sites da Finep, do CNPq e do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Em 2003, pretendemos criar uma rede para gerenciamento de recursos hídricos e lançar um convite aos grandes usuários das águas para apresentar projetos de conservação - afirma Irene Altafin, coordenadora setorial de recursos hídricos e saneamento da Finep.

Além da Finep, CNPq e MCT, Agência Nacional das águas (ANA), Ministério das Minas e Energia, Ministério do Meio Ambiente, setor produtivo, universidades e institutos de pesquisa fazem parte do comitê gestor do CTHidro. O fundo foi criado em 2000, regulamentado no ano passado e é financiado por 4% da compensação financeira recolhida das empresas geradoras de energia elétrica.

água subterrânea

Na Universidade Federal Fluminense (UFF), o principal projeto de pesquisa a ser inscrito para receber recursos do CT-Hidro contempla o município de São Francisco de Itabapuana, no Norte do Estado. Pesquisadores da universidade estudam o uso da água subterrânea na área rural da região. - Assim como em outras localidades, o abastecimento da zona rural depende, basicamente, das águas subterrâneas, pois nem sempre as residências estão próximas a um rio. Mas a população não sabe como captar e usar a água adequadamente. Com poços mal construídos e abertos, a qualidade fica comprometida. Em alguns, já encontramos cobras, sapos e outros animais - explica Rodrigo Raposo, coordenador da Rede de Pesquisa em águas Subterrâneas (Resub), que integra universidades e institutos de pesquisa, e professor do Departamento de Engenharia Civil da universidade.

Além de prever atividades educacionais para a população, visando à preservação da água captada, o projeto mapeará a ocorrência de água com radioatividade natural. O pesquisador informa que, no estudo, foram observados concentrações anormais de radioatividade, o que pode trazer prejuízos futuros à saúde da população. Depois de mapeados os pontos em que a radioatividade ocorre, serão estudadas formas de captação sem os efeitos radioativos ou alternativas para tratamento da água.

Com sistemas de abastecimento comunitário (um poço para várias residências), a população ainda receberá instruções sobre Continua 05/05/02 saneamento, saúde pública e importância dos recursos hídricos. "Faremos o levantamento das informações em campo, daremos treinamento e capacitação aos habitantes e implantaremos os sistemas comunitários. Isso tudo deve estar pronto em um ano e meio, com o custo estimado em R$ 300 mil. Mas, depois de concluído o projeto, ainda visitaremos os locais periodicamente para acompanhar o uso dos recursos hídricos", afirma Raposo. Atualmente, o projeto está parado, apesar do primeiro diagnóstico ter sido concluído, com recursos obtidos por meio da Finep.

Para Irene, da Finep, o projeto da UFF, em parceria com alguma empresa, poderia concorrer ao convite para projetos de pesquisa na área de conservação da água ou aos editais temáticos, que devem ser lançados somente em 2003. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que teve um projeto contemplado pelo primeiro edital do CT-Hidro, por meio da Coordenação de Programas de Pósgraduação em Engenharia (Coppe), deverá, agora, receber os recursos do fundo. Trata-se de um bloco de subprojetos voltados para atender às demandas de gestão de recursos hídricos das localidades da Bacia do Paraíba do Sul.

Recursos aprovados

Fizemos um estudo das necessidades do Estado e as agrupamos num projeto só. Cada subprojeto atende a uma necessidade específica. Os recursos totais aprovados pela Finep são de R$ 1,5 milhão, para o período de um ano, prazo para conclusão do trabalho. Já temos disponível para iniciá-lo R$ 304 mil - conta Paulo Canedo, gerente do Laboratório de Hidrologia da Coppe. Ao todo, são 20 subprojetos. Entre eles, estão a identificação de conflitos pelo uso da água, o desenvolvimento de metodologia para levantamento de carga poluente industrial, a avaliação dos impactos de projetos de saneamento na área de saúde, o estudo da relação floresta e uso do solo e da disponibilidade de águas subterrâneas e a projeção e construção de unidades de tratamento de água e esgoto.

SERVI€O CNPq, www.cnpq.br Departamento de Engenharia Civil da UFF, 2613-0976 Finep, 2555-0324, 2555-0213 ou www.finep.gov.br Laboratório de Hidrologia da Coppe/UFRJ, 2562-7838 ou 2562- 7842 Ministério da Ciência e Tecnologia, www.mct.gov.br.

Fonte: Jornal do Comércio
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