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Faculdades particulares proliferam na Bahia

      
Uma febre, é como se pode considerar a proliferação de faculdades e até universidades particulares nos últimos cinco anos na Bahia. Credenciadas pelo Ministério da Educação existem no Estado 72 instituições de ensino superior, embora nem sempre este credenciamento assegure ensino eficaz, corpos docentes bem preparados e instalações razoáveis.

A Secretaria de Ensino Superior do MEC constatou que em 2001 esta multiplicação de escolas ditas de nível superior tanto ocorreu em Salvador como no interior baiano, evidenciando-se, deste modo, uma falha na fiscalização do órgão ou pelo menos sua incapacidade para impedir que escolas de fim-desemana ou fábricas de diplomas se instalem a torto e a direito.

Como máquinas de fazer dinheiro, não se tem dúvida, elas funcionam, mas o que oferecem é muito pouco ou quase nada, além de enriquecerem seus donos. Destas escolas não podem, evidentemente, sair profissionais preparados para enfrentar a aguerrida competição do mercado. Um bacharel em Direito que sequer escreve com um mínimo de correção poderá ser amanhã um juiz despreparado para julgar e prolatar sentenças que primem pela observância estrita à lei.

Do mesmo modo, um médico que não tenha recebido ensinamentos essenciais ao exercício da profissão, que não tenha cumprido o regime de residência médica, indispensável à complementação dos conhecimentos teóricos, jamais poderá ser um clínico confiável ou enveredar com sucesso por qualquer das áreas da medicina. Quantos são os erros médicos que causam mortes e resultam em seqüelas irreversíveis? Os próprios conselhos de Medicina reconhecem que grande parte da responsabilidade por estes fatos cabe à má formação oferecida por faculdades de araque.

Em outras inúmeras carreiras, esta formação deficiente gera profissionais incapazes, desde um engenheiro que pode levar um prédio a ruir em meio à obra de construção a um contador que conduz a empresa que lhe confia a contabilidade a erros glosados pelo "leão" do Imposto de Renda como fraudes ou crimes fiscais.

Como o Ministério da Educação, apesar de reconhecer esta avalanche de faculdades e universidades, não tem tido força para fechá-las e, com o apoio do Ministério Público, levar seus donos a responder na Justiça pela exploração contra alunos incautos, a melhor saída é identificar previamente o que estas "fábricas de diplomas" oferecem. Só assim, alunos e pais se pouparão de pagar caro por engodos.

Fonte: A Tarde
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