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Aumenta concorrência para especialização

      
Com a globalização e as diversas transformações no mercado, os cursos de especialização, extensão, mestrado e doutorado deixaram de ser um diferencial curricular e transformaram-se em requisito básico para os profissionais com formação acadêmica. Essa procura desenfreada faz as instituições públicas e privadas investirem cada vez mais nesses cursos.

Da mesma forma que, nos últimos dez anos, houve uma explosão do ensino superior de graduação, cresceram, também, as ofertas dos cursos lato sensu, que englobam os de aperfeiçoamento, especialização e os tão badalados MBA.

Uma das explicações para este aumento são as alterações trazidas pela nova Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB), de 1996, que exigiu corpo docente com maior titulação para os cursos de graduação. Na Ufba, há cursos de pós-graduação, como o de Educação, por exemplo, que já registra 40 candidatos para cada vaga. Com a proliferação das oportunidades para esta formação cresce, também, a preocupação dos interessados em saber como identificar os que estão em conformidade com as exigências do MEC.

Para atingir todas as áreas, as faculdades fazem convênios com as grandes empresas e oferecem descontos para um determinado número de alunos da mesma empresa. Essa é uma das grandes tendências do mercado, algumas universidades fazem cursos específicos para as empresas que querem investir na capacitação de seus funcionários.

São as chamadas turmas fechadas. Mas, todo esse interesse pelos cursos de aperfeiçoamento profissional, também, gera alguns problemas, pois o aumento da demanda e, conseqüentemente, da oferta, não significa uma melhoria na qualidade do ensino. Segundo Maria de Fátima Dias Costa, coordenadora de Ensino de Pós-Graduação da Ufba (Universidade Federal da Bahia), os jovens não estão preocupando-se com a qualidade dos cursos pelos quais optam.

"Eles escolhem, muitas vezes, pela propaganda das faculdades ou por determinados modismos. E não pelo respaldo ou corpo docente da instituição. Com isso, o ensino está transformando-se num simples "mercado em expansão", diz ela.

Categorias

Em relação à pós-graduação, os cursos são divididos em duas categorias: os de lato sensu, que são aqueles de curta duração e os stricto sensu, que reúnem os de maior duração. Dentre os pertencentes ao primeiro grupo, os de aperfeiçoamento costumam durar 180 horas e são destinados à complementação profissional rápida. Os de especialização têm o dobro de duração.

Nesta categoria, também, foram incluídos os chamados MBA, sigla para Master Business Administration, que tem sido usados para designar cursos totalmente concentrados na atualização para o mercado de trabalho. Nestes casos, não há a avaliação de cursos realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), como acontece com os stricto sensu, categoria dos mestrados e doutorados, que costumam ter uma duração maior.

O mestrado dura, em média, dois anos e o doutorado, quatro. Estes cursos são mais voltados para a preparação acadêmica, se bem que já foram criados os mestrados profissionais. "Os mestrados profissionais têm um sistema mais complexo em relação aos MBA. Além disso, estão na categoria stricto sensu.

Para a aprovação do aluno é necessária a apresentação de uma dissertação que contribua com determinada área do conhecimento", destacou Jailson Bittencourt de Andrade, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Universidade Federal da Bahia (Ufba). No caso de doutorado, a formação é ainda exclusivamente acadêmica, ou seja, atuação na área de ensino e pesquisa, inclusive, no final do curso, há a exigência de que seja apresentada uma tese, cujo tema seja inédito.

Avaliação

Em se tratando dos chamados cursos stricto sensu é mais fácil para o aluno medir a qualidade do que lhe é oferecido. Isso porque, é só consultar a avaliação que é realizada pela Capes. "Se os cursos têm nota inferior a 3, o diploma só tem validade na instituição que o oferece", explicou Bittencourt. A Ufba tem, atualmente, 40 cursos de mestrado, 20 de doutorado e 60 na categoria lato sensu, inclusive, um MBA que funciona na Escola de Administração. Bittencourt afirma que "quando é feito de forma cuidadosa é extremamente positivo, pois é um espaço para qualificar mais profissionais".

Como os cursos de lato sensu não são avaliados pela Capes, o pró-reitor recomenda que os alunos, antes da escolha, observem critérios, como experiência da instituição, corpo docente, proposta do curso e se as suas disciplinas têm aplicação prática. A existência de pesquisa, também, é importante. "Pós-graduação significa necessariamente que a instituição faz pesquisa, pois ela não pode ser concebida sem tal princípio", destacou Bittencourt.

MBA é mais comum

Os cursos de MBA são os que costumam ser oferecidos com mais freqüência. As instituições de ensino, geralmente, associam-se a entidades nacionais ou estrangeiras que já mantêm algum tipo de experiência na área. A Faculdade de Tecnologia Empresarial (FTE), por exemplo, está oferecendo um MBA executivo, com especialização em quatro áreas ? marketing, gestão de negócios, finanças corporativas e gestão de sistemas de informação ? em parceria com a Universidade da Califórnia e a Universidade de Berkeley.

"Esta já é a nossa quarta turma de MBA", destacou Ronsenbergue Valverde, coordenador de pósgraduação da FTE. Para cada uma das áreas, são oferecidas até 40 vagas. Segundo Valverde, a FTE tem o cuidado de mandar os projetos dos seus cursos para análise da Capes. "Nem todas as instituições tomam esta precaução", salientou Valverde.

Fonte: A Tarde
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