text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Alunos da UnB temem outra greve

      
Os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) estão assustados com a possibilidade de uma nova greve dos professores. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) realizará uma reunião dia 16 para discutir se há necessidade de paralisação das atividades.

Os professores reclamam que nem todos os acordos estabelecidos com o Ministério da Educação (MEC), durante a última greve, foram cumpridos. A greve dos professores universitários, realizada no ano passado, se estendeu por 108 dias. A paralisação causou um atraso no calendário das universidades. O primeiro semestre letivo da UnB terá início apenas no dia 27 de maio. O presidente da Andes, Roberto Leher, explica que a possibilidade de uma nova greve vem sendo estudada por causa do descumprimento de uma das principais reivindicações dos docentes.

"O MEC se comprometeu a contratar dois mil professores. Mas tudo indica que esse número será restringido a apenas 500". Os professores estão preocupados com o baixo número de contratações. "O MEC não dá uma posição definitiva.

A cada hora diz uma coisa diferente. Chegou-se à conclusão, na última reunião, de que é preciso intensificar o movimento. E é esse o assunto que será discutido no dia 16", completa. A reunião ocorrerá na sede da Andes, na UnB.

Os universitários temem a possibilidade de uma nova greve. As estudantes do quinto semestre de Enfermagem, Luanda Amorim e Rosineide Rocha, reconhecem que a UnB apresenta um quadro de professores insatisfatório. Mas não estão a favor de uma paralisação. "A gente quase perdeu o estágio devido a greve. Tivemos que reiniciar todo o processo quando as aulas retornaram", esclarece Luanda. Luanda garante que a UnB realmente não apresenta número suficiente de professores.

"Não temos algumas aulas por causa da falta de professores. Mas não acho que a greve seja a melhor saída. Os alunos e os professores sãm prejudicados", explica. Rosineide assegura que os alunos dos últimos semestres são os que mais sofrem. "Nós escutamos muitas reclamações dos estudantes que estão prestes a se formar", afirma.

O estudante do último semestre de Ciência Política, Thalles Paixão, confirma que quem está no fim do curso realmente sofre mais. Ele explica que enfrentou dificuldades para elaborar a monografia. "Passei pela primeira orientação recentemente. A apresentação teve que ser adiada para o próximo semestre porque não seria possível marcar tudo para agora", lamenta. Thalles afirma que, ao longo do semestre, passou por muitos problemas para ser orientado. "Como o calendário letivo foi alterado por causa das greves a minha orientação coincidiu com algumas viagens do meu orientador, que também realiza pesquisas e faz palestras", afirma.

O universitário Daniel Simões, que cursa o sétimo semestre de Engenharia de Redes de Comunicação, reclama que algumas aulas não tiveram o mesmo rendimento por causa da greve. O novo calendário fez que determinados professores corressem com a matéria. "As aulas de disciplinas que exigem a presença dos alunos nos laboratórios foram as mais prejudicadas. Algumas matérias precisam ser ensinadas sem correria", completa o estudante. Daniel não faz questão de esconder que está totalmente contra a possibilidade de uma outra greve. "Não sou a favor de uma paralisação. Se isso ocorrer vou levar ainda mais tempo para concluir o curso", lamenta.

Fonte: Jornal da Comunidade (DF)
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.