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Pesquisa da USP desenvolve método de monitoramento de praga dos laranjais

      
Brasília (Débora Martins) ? Os agricultores contam com mais uma arma para controlar a mariposa conhecida como "bicho-furão" que atinge os laranjais e chega a causar perdas de US$50 milhões por ano só no Estado de São Paulo. A equipe do professor José Roberto Parra da Esalq (Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz) da USP (Universidade de São Paulo) desenvolveu uma armadilha para controlar a praga, considerada uma das mais prejudiciais à cultura de laranja, segundo informou a Agência USP de Notícias.

A armadilha é simples e trata-se de uma "casinha" de papelão com interior revestido de cola para ser pendurada na parte alta das árvores, a cada dez hectares de plantação. Para atrair os insetos, o dispositivo traz também uma pastilha de feronômio, substância química, produzida pela fêmea e ligada à função do acasalamento. Atraídas pelo ferônomio, as mariposas ficam coladas na casinha.

De acordo com o professor Parra, a armadilha permite definir exatamente qual a área afetada pela praga e qual o momento correto de se iniciar o combate aos insetos, antes que os laranjais sofram o efeito do ataque das mariposas, que provoca o apodrecimento e queda dos frutos. Para isso, os agricultores devem acompanhar semanalmente a quantidade de insetos presos na armadilha.

Atualmente, o combate à mariposa é feito sem discriminação, independentemente de existir a praga ou não. Para atacar os insetos, são utilizados poderosos agrotóxicos. Segundo o professor Parra, com o aumento da preocupação sobre os efeitos de agentes químicos no meio ambiente e na qualidade dos produtos, é necessário que o agricultor passe a desenvolver uma "produção integrada", com o menor uso possível de inseticidas. De acordo com Parra, o correto acompanhamento da proliferação do bicho-furão vai permitir o uso de inimigos naturais, como a bactéria Bacilus thuringiensis, para a eliminação do inseto.

O passo decisivo para a disseminação do uso da armadilha na cultura de laranjas está no envolvimento dos agricultores. De acordo com o professor da Esalq, o baixo nível de informação dos agricultores é uma dificuldade a ser enfrentada para que o produto alcance o campo. "Como o indivíduo está acostumado a aplicar inseticida, ele vai precisar de uma conscientização, de um treinamento, de um serviço de extensão muito grande. E, embora estejamos na faculdade, nós temos feito esse serviço de extensão junto ao agricultor: temos feito muitas palestras, muitas conversas de campo, para demonstrar o que deve ser feito e como", disse Parra.

A pesquisa para o desenvolvimento da armadilha de controle do bicho-furão foi feita com financiamento do Fundo Paulista de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e com a participação da Universidade Federal de Viçosa e da Universidade de Davis, na Califórnia, Estados Unidos.

Fonte: Agência PontoEdu
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