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Alunos oriundos de escola pública correspondem a apenas 1/4 dos aprovados no vestibular da UFC

      
O contingente de alunos oriundos da escola pública que logrou aprovação no vestibular da UFC (Universidade Federal do Ceará) de 2001 (os resultados do de 2002 ainda estão sendo dimensionados e avaliados) atingiu 23,5%. Nas discussões que se levantam, dentro e fora do campus, sobre o suposto caráter elitista da universidade pública, esse dado precisa ser avaliado. Mas há de se levar em conta uma série de outros levantamentos feitos pela Comissão Coordenadora do Vestibular (CCV).

Por exemplo: no total de inscritos naquele concurso, os alunos da escola pública só representavam 24,6%. Ou seja, se há um "gargalo" para ingresso na universidade pública e gratuita, este não é, exatamente, o vestibular, pois o percentual dos alunos que se inscrevem é quase o mesmo dos aprovados no final da seleção. O problema, pelo visto, se situa em outros níveis de ensino, quando fatores de toda ordem concorrem para reduzir a presença, nas escolas, dos jovens oriundos de famílias de baixa renda e que não podem freqüentar escolas particulares.

O estudo realizado pela CCV revela igualmente que não é homogênea a distribuição dos alunos saídos da escola pública, entre os diferentes cursos da Universidade. São mais elementos que devem ser colocados em discussão, para se produzir uma análise mais realista da questão do acesso à Universidade e para se neutralizarem os estereótipos que costumam acompanhar esse debate. Enquanto em alguns cursos, como Secretariado, se verifica a mesma proporção do vestibular, noutros esses alunos chegam a ser maioria, como Ciências Econômicas. Também ocorrem casos em que é fortíssima a disparidade, como Arquitetura e Odontologia.

Na Universidade Federal do Ceará, a democratização do acesso tem sido buscada, por diversos meios, nos últimos anos. Além da ampliação das vagas oferecidas no vestibular (de 2.630 em 1995 para 3.585 este ano), mudou-se a natureza do concurso, que passou a ser classificatório, em lugar de eliminatório. Assim, reduzem-se a um mínimo as vagas ociosas. Também foram flexibilizadas as regras para transferência de outras instituições, transferência entre cursos (o que faz cair a evasão) e admissão de graduados. Resultado: o total de alunos de graduação, que era de 11 mil em 1995, chega hoje a 19.200.

Enquanto isto, diversos cursinhos instalados no campus ? alguns deles, de responsabilidade dos próprios alunos da Universidade ? têm contribuído para ampliar as chances, no Vestibular, dos alunos vindos da escola pública. São eles: Projeto Novo Vestibular, coordenado pelo Centro Acadêmico do Curso de História; o cursinho do Centro de Ciências ? o maior de todos, com 800 vagas ? onde as aulas são ministradas por professores aposentados; o Curso Paulo Freire, promovido pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Direito; o cursinho da Medicina, coordenado pelo Centro Acadêmico 2 de Maio; e o cursinho mantido pelo Sindicato dos Servidores da UFC (Sintufc). Hoje, no total, esses cursos oferecem 1.720 vagas.

Fonte: UFC
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