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Faculdade rejeita proposta da reitoria

      
Representantes de alunos, professores, funcionários e da direção da FFLCH (Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas) da USP (Universidade de São Paulo) rejeitaram ontem a proposta da reitoria da universidade para a contratação temporária de professores. Os alunos prometeram manter por tempo indeterminado a greve iniciada no dia 3 de maio. Na tarde de ontem, os representantes convocados para a congregação da FFLCH, instância máxima para a discussão de assuntos acadêmicos, afirmaram que a proposta não atenderia às necessidades da faculdade.

Desde 1990 a instituição perdeu cerca de cem professores efetivos, mas, no mesmo período, o número de alunos cresceu 20%. Os alunos pedem 300 docentes efetivos. "Queremos uma política de contratação e não uma operação para tapar buracos", afirma Samantha Stamatiu, 24, organizadora da greve estudantil. O contrato temporário, segundo o diretor da FFLCH, Francis Henrik Aubert, resolve temporariamente o déficit de professores, já que depois de seis meses eles seriam dispensados.

Além disso, segundo Aubert, os baixos salários - aproximadamente R$ 400 mensaisnão atrairão profissionais de qualidade. Esse tipo de contratação permite que pessoas que possuem só o diploma de graduação possam concorrer à vaga. Normalmente exige-se, pelo menos, o mestrado.

No dia 6 de maio a pró-reitoria de graduação enviou para a direção da FFLCH uma proposta de contratação temporária de docentes. Segundo a pró-reitora, Sônia Penin, a universidade contrataria temporariamente a quantidade de professores que a congregação exigisse. "Essa seria uma solução para a atual superlotação de alunos em algumas salas", diz Sônia. Algumas aulas são assistidas por cerca de 150 pessoas, mas há espaço para apenas 60, afirma a organização do movimento estudantil.

Um projeto para médio e longo prazo, diz Sônia, seria discutido posteriormente, dependendo do teto do orçamento da universidade e das carências das faculdades. "Uma proposta adequada seria a contratação emergencial", diz Giovanna Mennella, 21, da organização da greve. Ela explica que esse tipo de acordo obrigaria a universidade a fixar um cronograma de concurso público para preenchimento de novas vagas. As propostas estão correndo contra o tempo, pois, entre a publicação de um concurso público no "Diário Oficial" do Estado e a efetivação do funcionário, leva aproximadamente nove meses. Hoje os alunos se reunirão para elaborar nova proposta que será levada à reitoria.

Os números dos alunos serão discutidos com os do corpo docente da faculdade. Os professores elaboraram plano para os próximos três anos, que prevê a contratação de 105 professores, 54 deles imediatamente.

Fonte: Folha de São Paulo
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