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Cotas para negros são debatidas como meio de inclusão

      
Brasília (Jonas Valente) - A adoção de ações afirmativas que permitam o acesso de negros ao ensino superior é tema de discussão de professores, alunos, parlamentares e governantes.

No Rio de Janeiro, o ex-governador Anthony Garotinho determinou que as universidades estaduais cariocas reservem 40% de suas vagas para negros. A Universidade de Brasília (UnB) discute a proposta de reserva de 20% das vagas. A votação do projeto pelo Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão pode acontecer ainda neste semestre.

No Congresso Nacional, dois projetos tratam da questão. A proposta do senador José Sarney (PMDB/MA) cria o sistema de cotas, com 20% de reserva de vagas para as universidades públicas e instituições privadas. A reserva também seria adotada na aprovação de contratos de financiamento estudantil (FIES). O projeto já foi aprovado no plenário do Senado e agora está na Câmara para votação final.

Outro projeto que tramita no Congresso é o Estatuto da Igualdade Racial, do deputado Paulo Paim (PT/RS). A proposta pretende abordar a questão racial em todos os setores e determina também a reserva de 20% das vagas das universidades públicas. O projeto está em estudo na comissão especial da Câmara.

Segundo a professora Rita Laura Segatto, uma das autoras do projeto que garante vagas a negros na UnB, "se apostarmos apenas na melhoria da escola pública, teremos que esperar 32 anos para alcançar uma igualdade racial na escola", disse.

Para o professor e autor do projeto de lei de cotas para negros na mídia, Edson Cardoso, propostas de reservas de cotas devem ser discutidas e implementadas em conjunto com ações sociais. "O projeto de cotas para o ensino superior tem de ser executado conjuntamente com ações de melhorias da população carente", disse Cardoso. "As cotas são uma medida. Elas sozinhas não irão resolver nada", afirmou Cardoso.

Em âmbito federal, hoje (13), o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, afirmou que os afro-descendentes terão 20% da vagas do serviço público federal.

Fonte: Agência PontoEdu
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