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Professores e alunos acusam Vilhena de abandonar a UFRJ

      
O reitor eleito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professor Carlos Lessa, disse que encontrará a instituição "administrativamente devastada", quando assumir o cargo em julho. Desde o início do ano, de acordo com professores, funcionários e alunos, o atual reitor, José Henrique Vilhena, não dá expediente na universidade. Vilhena não convoca o Conselho Universitário, deixou de nomear decanos eleitos e teria, inclusive, perdido o prazo para enviar ao Ministério da Educação o balanço de funcionários que são necessários na instituição.

A UFRJ só fará juz a 160 vagas do próximo concurso público - todas destinadas ao hospital universitário. "Se não fossem alguns integrantes da Fasubra (Federação dos Servidores das Universidades Brasileiras) terem feito as contas e enviado um documento com o número de funcionários necessários para a UFRJ, não teríamos nem essas 160 vagas", afirma a coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores da UFRJ (Sintufrj), Ana Maria Ribeiro.

O professor Carlos Lessa diz que, desde que foi eleito, a universidade "desabou" sobre sua cabeça. "Todos os dias sou procurado por pessoas. ? um rol de problemas espantoso", afirmou. "Estamos vendo um fim de mandato administrativamente apagado, em que os atos mais rotineiros, como nomeação de decanos, não estão sendo realizados", completou.

Lessa disse que até agora desconhece a situação financeira da UFRJ. A ausência do reitor está sendo mais sentida nos centros de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) e no de Letras e Artes (CLA). Os decanos (diretores) dessas unidades foram eleitos em janeiro, mas Vilhena não os nomeou. Por sua vez, os decanos anteriores não podem mais ficar à frente dos centros porque seus mandatos terminaram e eles não são mais representantes legais das unidades.

Isso provocou a paralisação dos centros. Processos de revalidação de diploma, convênios para estágio curricular, transferências de alunos, revisões de notas de provas, execução de obras, aquisição de materiais para bibliotecas e laboratórios, tudo está parado. "Os atos que dependem da assinatura do decano simplesmente não andam, por mais elementares que sejam", diz a professora Sueli Almeida, eleita decana do CFCH. Sueli diz que seu processo de nomeação está no gabinete do reitor há mais de 100 dias. "Ele sequer encaminhou o processo para a procuradoria da universidade. Ele não deu explicação nenhuma, não indeferiu a eleição, não alegou nenhum erro de forma no processo. Nada", afirma a professora, que continua como diretora da Escola de Serviço Social. "Ausente o Vilhena sempre foi.

Mas piorou muito de uns tempos para cá. Antes ele convocava o Conselho Universitário, onde as questões acadêmicas são discutidas, para passar as decisões dele. Agora nem isso", diz a coordenadora do Diretório Central dos Estudantes, Isabel Mansur Figueiredo. Isabel acredita que o ideal seria que o reitor renunciasse, abrindo caminho para o reitor eleito. "Vilhena quer manter o poder até o fim", afirma. A estudante diz que não há tempo para entrar com uma ação na Justiça.

"O mandato já está no fim mesmo", justificou. Vilhena não foi encontrado pela reportagem nem retornou os telefonemas, apesar dos vários recados deixados. Um funcionário do serviço de Comunicação Social da UFRJ informou que o reitor não tem mais assessores de imprensa.

Fonte: Tribuna da Impresa
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