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Censo no vestibular

      
Mais crianças nas escolas, mais gente que se diz negra ou branca, mais evangélicos e menos casamentos formais. O brasileiro teve renda diminuída, mesmo consumindo mais. As mulheres são maioria da população analfabeta e, ao mesmo tempo, mais numerosas entre os mais instruídos. Números coletados porta a porta nas casas de 54.265.618 brasileiros. O Censo 2000 é um retrato da população. O cruzamento e análise dos dados representam a possibilidade de planejar o futuro do Brasil.

Quem pretende cursar uma universidade deve ficar por dentro da pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em forma de textos ou de gráficos, nas provas de Português, Geografia, História e Matemática os resultados da amostra cãm no vestibular. Nos últimos dois anos, pelo menos uma questão de censo figurou no vestibular da Universidade de Brasília.
Elas se referiam aos primeiros números divulgados pelo IBGE. No dia 8, dados preliminares sobre raça, população, religião, mercado de trabalho, fecundidade e casamento foram anunciados.

A professora Ana Maria Nogalis, chefe do departamento de Estatística da UnB, aconselha aos estudantes ler as análises de especialistas nos jornais e revistas. ''Daqui a pouco tempo, os próprios conselheiros do IBGE publicarão avaliações sobre os dados'', recomenda. Segundo a professora, os vestibulandos devem ficar antenados nos números de mortalidade infantil, que caíram bastante nos últimos dez anos. A pesquisa mostra uma redução em dez anos de 38% das mortes entre os bebês nascidos vivos no país. Os dados também apontam mulheres mais preocupadas com o planejamento familiar. Em 1940, a média era de 6,2 crianças por casal. Em 2000, baixou para 2,35. A conseqüência disso é o envelhecimento da população brasileira.

? importante ressaltar que, entre as jovens de 15 a 19 anos, não houve queda da fecundidade. ''Cada vez mais as mulheres estão tendo filhos na juventude, mas a maioria não costuma ter muitas crianças'', comenta Ana Maria Nogalis. Em relação à educação, o censo confirma 97% das crianças em idade escolar matriculadas no ensino fundamental. Para um futuro próximo, o governo terá que planejar investimentos no ensino médio para atender ao contingente de estudantes com formação básica.

Raça

A questão racial é um dos assuntos que têm possibilidade de cair nas provas do PAS e do vestibular. O antropólogo e professor da UnB José Jorge de Carvalho ressalta que o ano de 2000 foi um dos mais ricos no debate sobre discriminação racial. ''A mídia passou a dar espaço para os temas raciais, culminando com as questões das cotas para negros nas universidades'', destaca. A concentração de renda aparece mais uma vez como um problema grave. Enquanto 51,9% da população sobrevive com até dois salários mínimos, apenas 2,6% recebe mais de 20 salários. Mesmo assim, no período da pesquisa, os brasileiros consumiram mais eletrodomésticos, como telefones, televisões e máquinas de lavar. Os números do IBGE evidenciam as contradições de um país cada vez mais populoso. Em tempo: somos 169.799.170 de brasileiros.

História do Censo

A primeira vez que se contou a população brasileira, em 1872, o Brasil ainda vivia em regime de Império. A partir de 1890, a cada dez anos são publicados números sobre demografia, natalidade, fecundidade, trabalho, família, domicílios, migração, raça e educação da população brasileira. Em 1910 e 1930, não foram realizadas as pesquisas devido a impedimentos políticos. Até 1936, o Censo era feito pela Direção Geral de Estatística, mas em 1940, o IBGE passou a realizar as pesquisas domiciliares.

Fonte: Correio Braziliense.
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