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UFPE integra programa que avalia a qualidade e a produtividade da construção civil

      
O Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBPQ-H) ganha força em Pernambuco. A partir de julho, as empresas que prestarem serviços de construção civil ao Governo do Estado deverão apresentar certificado de níveis de qualificação de acordo com os critérios do PBPQ-H. O Governo criou em julho do ano passado uma comissão para avaliar a qualidade desses serviços. Professores da UFPE integram a comissão, dando assistência técnica às construtoras e às distribuidoras, na forma de consultoria e divulgando, por meio de seminários, as especificações técnicas exigidas pelo Sistema Brasileiro de Controle.

O objetivo é tornar estas empresas aptas a obter a certificação de qualidade ISO 9001. O programa está trabalhando com 60 empresas, das quais 12 já possuem o certificado ISO. A equipe avalia a produção e a venda de materiais como o concreto, o gesso, a cal, a cerâmica vermelha e a argamassa. No mês de julho, a Caixa Econômica Federal começará a se basear nos critérios desta comissão para adquirir materiais e contratar serviços.

O PBPQH define quatro patamares de qualificação (A, B, C e D). O nível "A" corresponde ao ISO 9001. Com essa gradação, o programa deseja dar um tempo para que as empresas se adaptem às normas de qualidade.

A equipe da Universidade se reúne, mensalmente, com empresas de construção e empresas de venda de materiais, para discutir como atingir as normas técnicas estabelecidas pelo PBPQH no que se refere à qualidade dos materiais e à racionalização do canteiro de obras.

Esse sistema de gestão foi implantado no início deste ano em Petrolina e há planos de implantação em Caruaru. "Procuramos ajudar os fabricantes e os vendedores a interpretarem as normas do PBPQH. Mas vale lembrar que as empresas participam do processo de certificação de maneira voluntária", explica o professor Jéferson Rego Silva, engenheiro civil que faz parte da comissão. "A não conformidade intencional às normas do Inmetro é outro dos alvos que o programa visa a atacar", completa.

De acordo com Jéferson Silva, o interesse dos governos municipais e estadual deu impulso ao controle de qualidade. "O Governo é um dos maiores consumidores de materiais de construção. Se ele exige qualidade, as empresas de construção civil são impelidas a procurar melhorar", afirma o professor.

Nos seminários promovidos pela UFPE são debatidas, por exemplo, questões referentes à periodicidade de fabricação, ao transporte e à armazenagem. "Futuramente, pretendemos tornar a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (Fade) uma unidade de certificadora", adianta o professor.

O PBPQH atua no controle da qualidade da construção de rodovias, em obras de saneamento, comerciais e industriais. O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Pernambuco, a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi), Serviço Nacional da Indústria (Senai) e Sebrã também integram o programa.

Fonte: UFPE
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