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Unicamp está prestes a atingir a marca de 10 mil cirurgias do Projeto Catarata

      
O Projeto Catarata, desenvolvido pelo HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp (Universidade Estadual de CAmpinas), alcança este ano a marca de l0 mil cirurgias realizadas. O Centro Cirúrgico Ambulatorial do HC vem realizando desde l985, quando foi implantado, uma média de 300 cirurgias/ mês. Com isso o número de pacientes beneficiados gratuitamente ultrapassa a casa dos 60 mil.

No último final de semana, em mais uma etapa do Projeto Catarata, foram atendidas 370 pessoas com mais de 50 anos no Hospital das Clínicas da Unicamp e com problemas de visão. Destas, 74 foram encaminhadas para cirurgias, que devem ocorrer nos próximos 30 dias. O Núcleo de Prevenção da Cegueira do HC, coordenado pelos médicos Newton Kara José e Carlos Eduardo Leite Arieta, já programou mais quatro campanhas para este ano (15 de junho, 17 de agosto, 19 de outubro e 09 de novembro).

Atualmente, o HC incorporou as mais avançadas técnicas de extração do cristalino e implante de lente intraocular modificada. O tratamento é realizado em poucos minutos e possui alto índice de sucesso: a recuperação da visão ocorre em mais de 90% dos casos.

A catarata causa a diminuição da visão - opacidade da lente natural do olho, o cristalino - e também pode provocar imagem dupla, redução da visão das cores e dificuldades para leitura e em ambientes externos (claridade do sol).

O único tratamento disponível para catarata é a cirurgia, restrita aos casos em que o paciente tem limitação de atividades pela perda visual. Praticamente todas as pessoas com mais de 50 anos possuem, em maior ou menor grau, a catarata nos olhos. É um processo normal de envelhecimento no ser humano. Existem fatores que aumentam a predisposição para a doença, tais como a hereditariedade, a diabete, exposição solar, doenças oculares, tabagismo, hábito alimentar, desnutrição, desinteria na infância, entre outros ainda em estudo. A catarata afeta 1% da população com mais de 50 anos, sendo a maior causa de cegueira nos países em desenvolvimento.

Brasil reduz cegos por catarata

Depois que a Unicamp lançou o Projeto Catarata, outras regiões do País também atacaram o problema. Em 1998 o próprio Ministério da Saúde oficializou o programa nacionalmente. "A tendência agora é chegar ao equilíbrio da doença e, brevemente, o Brasil não ter mais cegos por catarata", afirma o médico Wilson Marchi Jr., um dos coordenadores do projeto do HC. Marchi ressalta também que este tipo de trabalho revelou um fato significativo: 90% dos pacientes simplesmente não enxergam por falta de óculos adequados.

Nesses casos, o setor de oftalmologia da Unicamp realiza os exames corretivos e, na sua maioria, cede os óculos gratuitamente ou a preços simbólicos. "Outra constatação é a mudança do perfil dos pacientes. Hoje, pessoas das mais diferentes classes procuram atendimento, diferentemente do início do projeto, quando na sua maioria eram pessoas de baixa renda. Acredito que isso é resultado, entre outras coisas, da credibilidade e qualidade dos serviços prestados", conclui Marchi.

Fonte: Unicamp
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