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Diretor executado na frente da faculdade

      
O diretor-geral da Faculdade Paulista de Artes, Luiz Rogério Telles Scaglione, de 37 anos, foi executado a tiros, às 22h30 de ontem, em frente à faculdade, na Rua Martiniano de Carvalho, Bela Vista, região central. Segundo o chefe de Segurança da faculdade, José Ricardo dos Santos, Scaglione - que era filho de um dos diretores que integram o Conselho Administrativo da Faculdade Ibero-Americana -estava parado na calçada oposta à do portão principal da Paulista de Artes, em companhia do administrador financeiro da faculdade, Berghamn Santos, com quem iria pegar uma carona. De acordo com a polícia, a vítima sofria de miopia e, por isso, evitava dirigir.

Para voltar para casa após o trabalho, costumava pegar uma carona ou um táxi Dois rapazes vestindo roupas escuras passaram a pé em frente ao portão, atravessaram a rua e, a cinco metros de distância do diretor, o chamaram pelo nome.
Em seguida, atiraram várias vezes contra Scaglione. Três tiros atingiram o diretor: um no rosto, outro nas costas e o terceiro no braço direito. O impacto de um dos disparos estourou a lente direita de seus óculos. O administrador nada sofreu. "Eles tinham aproximadamente 1,75 metro de altura, vestiam jaquetas pretas e calças jeans", contou o segurança Santos.

Segundo ele, os criminosos aproveitaram o tumulto entre centenas de alunos e fugiram a pé. Apesar de o segurança ter presenciado o assassinato, não pôde fazer nada: "Não tínhamos nenhum alerta de que ele (Scaglione) poderia sofrer um atentado. Somos contratados para fazer a segurança patrimonial e não pessoal".

Pode ser vingança, diz o delegado

A Polícia Civil não descarta a hipótese de que o crime tenha sido cometido por vingança. "Descarto apenas a hipótese de roubo, pois nada foi levado da vítima", disse o delegado Silvio Luiz Maciel, do 5.º Distrito Policial, na Aclimação, onde foi registrada a ocorrência de homicídio doloso (com intenção).

Policiais militares ainda levaram Scaglione para o Pronto-Socorro do Hospital do Servidor Público Municipal (PS Vergueiro), na zona sul, às 23h05, mas o diretor chegou morto ao local. No velório, familiares, chocados, tentavam entender o motivo de sua morte. "Estamos muito abalados, foi uma surpresa para nós. Ele não tinha inimigos, sempre foi exemplar. Uma pessoa batalhadora. Não há nada o que dizer. Só nos resta chorar por ele", disse Marco Aurélio Scaglione Machado, de 39 anos, primo do diretor. Ontem, foram ouvidos comerciantes do bairro e seguranças da faculdade. A Polícia Civil deve marcar para os próximos dias o depoimento do administrador Berghamn.

Até a noite de ontem, não havia pistas dos assassinos. Segundo funcionários da Faculdade Paulista de Artes, a instituição existe há 28 anos. Scaglione ocupava o cargo de diretor há sete. Ele também era professor de Economia. De acordo com a polícia, era divorciado e não tinha filhos. "Ele era uma pessoa fechada e não tinha muito contato com os funcionários", disse o segurança.

Fonte: Jornal da Tarde
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