text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Laboratório do Instituto de Biociências da USP auxilia na conservação de aves ameaçadas de extinção

      
Aves com grande risco de extinção como papagaios, periquitos e araras são algumas das espécies estudadas pelo Laboratório de Genética e Evolução Molecular de Aves (LGEMA) do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências (IB) da USP (universidade de São Paulo). Esses pássaros, denominados psitacídeos neotropicais, são ameaçados pelo comércio ilegal e pelo desmatamento. As pesquisas desenvolvidas pelo LGEMA buscam encontrar soluções que contribuam com a preservação desses animais.

Segundo a professora Cristina Yumi Miyaki, pesquisadora do LGEMA, o laboratório desenvolveu em 1992 um marcador genético para identificação de sexo em psitacídeos com cauda longa, fato que contribuiu na formação de casais para reprodução em cativeiro. A identificação do sexo é importante, pois várias espécies não possuem nenhuma diferença externa que permita a determinação segura de seu sexo. Atualmente, a técnica padronizada do LGEMA possibilita identificar o sexo de aves como os tucanos.

Por meio de parcerias, o laboratório presta serviços de identificação de sexo através de análise de DNA para entidades públicas e privadas que desenvolvem programas de preservação de psitacídeos. Coleta de amostras de sangue e análise do DNA também permitem identificar a variabilidade genética dos psitacídeos e propor um programa de "melhoramento" por meio de cruzamentos entre indivíduos geneticamente menos semelhantes entre si. "Em geral, as espécies mais ameaçadas têm menor variabilidade genética", explica Cristina.

Monitoramento
A pesquisadora diz que a conservação de psitacídeos também envolve aspectos biológicos e ecológicos, como a alimentação e o habitat da ave e que a participação da comunidade é muito importante. Cristina cita o monitoramento da arara azul do Pantanal, considerado projeto-modelo de conservação de psitacídeos na natureza.

O LGEMA tem parceria com esse projeto, realiza análise de amostras de DNA e oferece estágio para estudantes do IB. Coordenado pela professora Neiva Maria Guedes da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp), os ninhos são monitorados, os ovos e os filhotes são medidos e constantemente observados. Uma equipe fixa e outra formada por estagiários realiza um acompanhamento periódico das aves adultas. Existe também uma preocupação em esclarecer os habitantes da região sobre a importância ecológica da preservação do habitat da ave. "As pessoas se tornaram aliadas do projeto e ainda obtém vantagens econômicas com o desenvolvimento do turismo ecológico", afirma Cristina.

Vários outros estudos e projetos estão em desenvolvimento no LEGMA. Entre eles está o doutorado de Camila Ribas, que estuda os psitacídeos da Mata Atlântica e da Floresta Amazônica com o objetivo de verificar se a separação das matas produziu algum efeito na história evolutiva e na distribuição dessas espécies.

Fonte: Instituto de Biociências da USP
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.