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Sindicatos e universidades: ainda sem acordo

      
Depois de mais de quatro horas de reuniões ontem entre reitores e funcionários das três universidades estaduais, continua o impasse nas negociações do reajuste salarial. Professores e outros trabalhadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) baixaram a reivindicação inicial de 16% para 9,68% de aumento, mas os dirigentes ofereceram 8%. O novo índice será submetido a toda categoria e uma nova rodada de discussões será marcada nos próximos dias.

Os funcionários pararam ontem suas atividades para pressionar as negociações. Nas semana passada, uma proposta de 6,43% de aumento já havia sido recusada pelos funcionários. Segundo o reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), José Carlos de Souza Trindade, os 8% oferecidos significam uma reposição salarial - com base na inflação medida pela Fipe - e mais 1,48% de ganho. "Fizemos um esforço máximo. Mais que isso compromete os investimentos e o custeio das universidades, afetando a sua qualidade."

Para explicar o impacto do reajuste nas contas das universidades, o Conselho dos Reitores das Universidades do Estado de São Paulo (Cruesp) elaborou um estudo que leva em conta a previsão oficial de arrecadação do ICMS este ano de 26,2 bilhões - o orçamento das três universidades representa 9,57% desse total. Partindo desse número, se fosse dado o aumento de 8% aos trabalhadores, cerca de 90,8% do orçamento da USP e da Unicamp ficariam comprometidos com a folha de pagamentos. Na Unesp, o índice seria de cerca de 87,1%.

Hoje, esses números são de 89,9%, 89,6% e 83,3%, respectivamente. "Nossa expectativa é a de que a comunidade entenda que estamos no nosso limite e não comece uma greve que vai prejudicar a todos", disse Trindade. Antes da reunião, representantes dos sindicatos esperavam que os reitores reconsiderassem o índice oferecido de 6,43%. "Já existe indicativo de greve aprovado, caso não se chegue a um acordo", disse o presidente da Associação dos Docentes da USP (Adusp), Ciro Teixeira Correia.

O mesmo foi dito pelo presidente da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), Antônio Luis de Andrade. Como forma de pressão, cerca de cem grevistas fizeram uma manifestação na frente da sede da Unesp durante a reunião, mas o protesto não chegou a parar o trânsito na Alameda Santos. Durante o dia de greve ontem, quatro das 20 unidades de pesquisa da Unicamp paralisaram as atividades e outras duas aderiram parcialmente ao movimento. Cerca de 2,5 mil alunos ficaram sem aulas, de acordo com a assessoria de Imprensa da universidade.

Segundo o sindicato dos professores da Unicamp, a adesão à greve foi de 90%. A USP não calculou índices de paralisação e na Unesp, segundo os grevistas, o movimento atingiu quase 100% dos trabalhadores. A última greve nas três universidades estaduais foi no ano 2000, quando, depois de 52 dias parados, funcionários e professores conseguiram mais de 20% de reajuste salarial.

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Fonte: O Estado de São Paulo
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