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Educador diz que tecnologia deve ser recurso, não 'santo milagreiro'

      
"Um vídeo, um olhar, um mouse na mão e uma idéia na cabeça". Esse deve ser o caminho para trabalhar a educação na atualidade, segundo José Roberto Silva, professor da disciplina Tecnologia Educacional e Recursos tecnológicos da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Segundo ele, a tecnologia na escola deve estar associada à capacidade de refletir, não como uma moda, ou apenas recreação para os alunos.

"? preciso analisar os diferentes e possíveis recursos tecnológicos a serem utilizados na educação, lembrando que eles devem ser um suporte para o processo, não um santo milagreiro que vai resolver os problemas de repetência, superlotação e evasão escolar, muito menos como apenas uma atividade recreativa, sem um planejamento científico", afirma. As idéias defendidas por José Roberto Silva fazem parte do minicurso "Recursos Tecnológicos: do virtual ao real em sala de aula", inserido na programação da VII Semana Acadêmica do Centro de Ciências Sociais e Educação da Uepa, que iniciou na última segunda-feira.

De acordo com Roberto Silva, um dos maiores desafios da educação atualmente é trabalhar a tecnologia em sala de aula, buscando associá-la ao processo de produção de conhecimento. "O segredo é transformar informação em conhecimento", diz.

"Atualmente, crianças, adolescentes e jovens recebem uma carga muito grande de informação, através da internet, de revistas, da televisão. Por isso, o professor precisa saber transformar essas informações em conhecimento. O que não pode acontecer é deixar que o conhecimento adquirido seja banalizado". Para vencer os desafios e preparar o professor para ser esse agente transformador o primeiro passo, segundo Roberto Silva, é esquecer os medos. "O educador tem que voltar a ser criança, ser curioso, buscar aprender sem medo de errar.

Dessa forma, ele vai poder se deixar aproximar das tecnologias e até aprender junto com os alunos". Roberto observa que o medo de mudar a forma de ensinar, deixando um pouco de lado a dupla gizquadro, é um problema sério, que deve ser superado através de um esforço coletivo e pessoal. "Não basta equipar as escolas e universidades com TV, vídeo, computadores e outros recursos se persistir uma resistência por parte do professor.

Sabemos que é difícil mudar a realidade de pessoas que há anos estão exercendo a docência. Muitos deles têm um certo medo utilizar novas formas de ensinar". Apesar disso, Roberto Silva faz um alerta. "? preciso tomar cuidado para que TV, vídeo, computador e outros instrumentos não sejam utilizados em sala de aula porque está na moda, ou uma forma de passar o tempo. Precisamos planejar as atividades com bases científicas".

Fonte: O Liberal
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