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A Universidade privada Brasileira merece respeito

      
Os brasileiros não conhecem o mundo das universidades privadas brasileiras. E certamente conhecem mais nossas misérias, geralmente expostas pelas vísceras, do que nossas grandezas, expressas em rodapés de páginas ímpares ou em programas de televisão e rádio sem audiência. Lamentavelmente, pouco temos mostrado sobre o muito que realizamos. Um mundo bem diverso das universidades públicas que contam com a generosidade inercial da mídia.

O usamos afirmar que o nosso custo não chega a 25% das universidades públicas. Basta comparar os orçamentos de custeio de 50 universidades públicas e particulares. Há uma universidade pública, que para um grupo de 30 mil professores, funcionários e alunos, tem orçamento maior do que a prefeitura da cidade que acolhe com uma população de 1.800 mil habitantes! Não que sejamos melhores gestores. Talvez sejamos menos perdulários.

Respondemos por mais de 60% do total de matriculas.
Temos mais de 1 milhão e 800 mil alunos contra 1 milhão e 100 mil das universidades públicas.
Disponibilizamos 970 mil vagas contra 250 mil...
Formamos 120 mil alunos/ano contra 100 mil.
Empregamos mais de 110 mil professores contra 90 mil.
Contamos com 86 mil empregados contra 120 mil.
Oferecemos 6 mil cursos contra 4 mil.
Dispomos de 5 milhões de exemplares de livros em nossas 200 bibliotecas.
Instalamos mais de 5 mil laboratórios equipados para estudos e pesquisas...
Estaríamos no melhor dos mundos?
Absolutamente não.

Há questões estruturais não
resolvidas ou mal resolvidas:

a) o marco legal, por exemplo. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação tem mais de 200 documentos regulamentadores, baixados na velocidade do vento. Cada dirigente do MEC pensa de uma maneira, e sem consultar ninguém, vai disparando atos, transformando o marco legal em uma confusão legal. Isto sem falar que no Congresso tramitam outras 200 propostas para mudar o marco legal. Nenhum setor da atividade privada pode ficar à mercê de incertezas, interesses difusos, atos unilaterais de vontade e à arte do improviso.

b) o financiamento do ensino superior. Enquanto, as universidades públicas recebem transfusões do orçamento fiscal, as privadas terão que buscar nos alunos o seu financiamento. O País continua em uma recessão branca, com padrões inaceitáveis de renda, de desemprego e de inadimplência e com as universidades impedidas de punir os inadimplentes. Não fora uma vontade de conciliar interesses entre as partes, certamente, muitas das universidades teriam fechado suas portas.

c) Padrões de avaliação e qualidade. Todas as universidades querem oferecer ensino de qualidade. Imaginar o contrário é no mínimo manifestação de ignorância. Mas infelizmente, os padrões em vigor são inspirados no marketing barato e oportunista, desvinculado da missão da Universidade. O Provão comprova o que afirmamos. ? tão falso quanto uma nota de três reais. Se um grupo de seis alunos em universo de 60 entregar a prova em branco, por motivos os mais irracionais possíveis, o curso poderá ter uma avaliação E. Os mesmos 60 respondendo tudo, ainda que errado, poderá inspirar um conceito A. Fiquemos nestas três questões.

O que nos preocupa objetivamente?

a) abertura desenfreada de cursos, no rastro de uma expansão meramente estatística de oferta, sem qualquer compromisso de avaliação e qualidade. Não somos contra a universalização e a democratização da Universidade. Mas somos contrários a oferta de cursos só para produzir estatística favorável às metas de expansão do ensino superior. O MEC prestaria um notável serviço à sociedade brasileira se, paralelo, a ampliação da oferta instituísse padrões consistentes e confiáveis de avaliação e qualidade. ? verdade que o MEC abriu l milhão o de vagas nas universidades entre 1994 e 2001. Quem está pagando a oferta descontrolada? O governo? Não, a Universidade privada. O governo só fica com o bônus. O ônus desaba sobre nós.

b) a crítica perversa e mal intencionada contra as universidades privadas, sempre expostas á execração pública, apresentadas como instrumentos da ganância, do personalismo de alguns e de mercantilismo de outros, relegandose a um segundo plano seu valor agregado, acervo de realizações e contribuições para o desenvolvimento do povo brasileiro.Sabemos que o MEC dispensa um tratamento a distância às universidades privadas. Que assim seja, enquanto perdurar o estamento marketeiro de arrogância e de autosuficiência do MEC.

c) a fúria normativista do MEC, coisa de tecnocrata e de burocrata de plantão. A Universidade privada não é concessão pública. Não cabe ao Estado intervir de forma discricionária no nosso domínio. Cabe ao Estado administrar o processo. Tudo bem. Basta baixar as regras estáveis, acompanhar, fiscalizar e controlar. Ainda recentemente, o MEC autorizou que as escolas isoladas pudessem oferecer mais 50% de vagas. Uma leitura da medida mostra tantos desacertos temerários, que até santos e arcanjos desconfiam das intenções. Somos sérios. Somos dignos. Somos credores de respeito da sociedade brasileira. A Universidade privada por isso mesmo rejeita, sumariamente, as insidiosas manifestações dos que querem transformar eventuais desvios e exceções em regra, como corolário do marketing de fundo de quintal.

Fonte: Jornal do Tocantins
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