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UFPA inaugura centro para atendimento no Riacho Doce

      
A Universidade Federal do Pará (UFPA) inaugurou ontem as novas instalações do Centro de Desenvolvimento Riacho Doce, no Campus 3. O investimento de R$ 1 milhão, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e So-cial (BNDES) e da própria universidade, vai garantir que o projeto amplie a clientela de 700 para 1200 crianças e adolescentes da invasão Riacho Doce, além de garantir maior qualidade para as ações desenvolvidas. Foram quase quatro mil metros quadrados de área reformada especialmente para atender ao projeto.

O complexo é formado por um pavilhão de atividades especiais com salas de dança, leitura e projeção, laboratórios de informática e artes plásticas; um pavilhão de múltiplo uso, com cozinha semi-industrial, área de atendimento e depósitos; duas quadras poliesportivas cobertas; bloco administrativo com gabinete odontológico, sala de enfermagem, espaço de atendimento psico-social, secretaria, almoxarifado e coordenações; e quatro "tapiris", espaços cobertos para realização de palestras e orientações de estudos.

Além disso, o centro conta com quadra de tênis, piscina semi-olímpica, campo de futebol, pista de condicionamento, área de convivência, par-que de recreação, área de concentração e estacionamento. Segundo o coordenador do projeto, Christian Pinheiro, o impacto imediato é o aumento da clientela. Mas ele diz que com as novas instalações, os 70 universitários, oito professores e voluntários empenhados no Riacho Doce vão poder dar às crianças maior oportunidade para desenvolvimento integral.

E oportunidade é do que elas precisam. Segundo um relatório feito pelo Instituto Ayrton Senna, um dos parceiros do projeto atualmente, entre as crianças matriculadas há mais de um ano no projeto Riacho Doce o índice de aprovação na escola foi total e a evasão escolar caiu a zero. "A pesquisa também apontou diminuição da agressividade, mais empenho deles em atividades domésticas e uma melhoria nos relacionamentos com os familiares", disse Christian Pinheiro. Gleiciane Pereira, 15, estudante da 6ª série, vem freqüentando as atividades do projeto Riacho Doce há cinco anos.

Lá ela teve oportunidade de aprender mais sobre algo que sempre gostou, a dança. Mais do que isso, aprendeu a buscar conhecimento. "Vim para cá porque uma amiga me falou da aula de dança. Eu sempre gostei, mas a minha família nunca teve condições de me colocar numa academia. Faço dança moderna, um pouco de clássico e de axé music. Acho que eu me desenvolvi mais, comecei a ter mais interesse pelos estudos", disse. Desde o ano passado, Fernanda Oliveira, 12, também está na turma de dança.

"Eu vi sobre o projeto na TV e também já tinha colegas aqui. Fiz vôlei, basquete e agora estou na dança. Antes eu não conversava direito com as pessoas. Agora acho que tenho mais educação", constatou. O projeto Riacho Doce foi criado em 1993, vinculado ao Departamento de Educação Física da UFPA. Surgiu como uma proposta de ação complementar à escola para as crianças moradoras das áreas próximas ao campus do Guamá. Eles passam por atividades esportivas, pedagógicas e artístico-culturais, recebem atendimento médico e psicológico, além de complementação alimentar.

Fonte: O Liberal
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