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Número de bolsas não acompanha crescimento das vagas nos cursos

      
Enquanto o número de cursos de pós-graduação dobrou, entre 1995 e 2000, a quantidade de bolsas e programas de apoio permaneceu quase estacionada no mesmo período. O problema é ainda mais grave porque a maioria desses novos cursos surgiu em áreas carentes de qualificação, especialmente no Nordeste. Esse foi um dos assuntos debatidos no II Encontro Nacional sobre Pós-graduação e Pesquisa em Instituições de Ensino Superior Particulares, que começou ontem e termina hoje no Pestana Bahia Hotel, no Rio Vermelho.

O diretor de programas da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Luís Valcove Loureiro, disse que o descompasso entre o número de vagas na pós-graduação e o número de bolsas concedidas é explicado pelas "restrições orçamentárias" enfrentadas pela Capes, principal agência de fomento à pós-graduação do país. "Nós não estamos podendo atender adequadamente nem às instituições particulares, nem às públicas, por causa das nossas limitações financeiras", disse o representante da Capes. Ele diz que existem, hoje, 150 cursos que já foram reconhecidos como importantes pela fundação, mas ainda não receberam nenhum apoio.

A maioria dos cursos de mestrado e doutorado é oferecida pelas instituições públicas. As instituições particulares, responsáveis por quase 80% dos cursos de graduação, ainda oferecem pouco mais de 10% dos cursos de mestrado e doutorado. A contradição é explicada pelo alto investimento necessário para implantar um curso de pós-graduação, que não interessa à maioria das faculdades particulares. Enquanto os cursos de graduação e especialização lato-sensu dão lucro, os de mestrado e doutorado demandam um grande investimento em pesquisa e professores mais qualificados.

"A pesquisa básica não é lucrativa", aponta a professora Eunice Duhran, que já foi presidente da Capes e hoje faz parte do Núcleo de Pesquisa e Ensino Superior da Universidade de São Paulo (Nupes/ USP). Para ela, não é necessário que todas as instituições de ensino superior ofereçam cursos de mestrado e doutorado, mas as que o fizerem devem sempre primar pela qualidade. Ela chama a atenção para o aumento muito rápido e descontrolado do número de matrículas na graduação, que acabou abrindo espaço para cursos sem qualidade. "Criou-se uma competição capitalista. Mas a educação não pode ser regida somente pelas regras do mercado", critica a professora.

Fonte: Correio da Bahia
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