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Universidades federais vivem fase mais crítica da história

      
As 52 universidades federais do Brasil estão passando pela fase mais crítica de sua história. Na opinião do reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cícero Mauro Fialho Rodrigues, este é um momento de transição profunda, que surgiu por duas razões. A primeira é interna, de identidade e função social, implicando definir e implementar ações junto ao setor produtivo e com as camadas privilegiadas da sociedade, assim como o próprio poder público.

"Precisamos entender até onde vai a ação da universidade e onde começa a do governo, para que ela não invada a área de responsabilidade dos governos", explica. A outra vertente é o relacionamento com o governo federal e os compromissos financeiros e os relacionados à legislação, que hoje impedem o exercício da autonomia universitária plena, como diz o artigo 207 da Constituição.

"? fundamental saber qual é o comprometimento do Estado com a educação superior, especificamente no caso das federais", alerta o reitor. A discusssão sobre autonomia se arrasta desde o início do governo Fernando Henrique. "O governo é a favor, mas com outro sistema, que prevê contratos (terceirização). Isso fere a filosofia da autonomia universitária. ? claro que autonomia não é soberania e, com isso, a universidade deve prestar contas à sociedade e ao próprio governo", explica.

"Este governo não deu a atenção que todos do meio acadêmico acreditavam. Um exemplo é que, desde 2000, estamos com o mesmo orçamento nas instituições federais de ensino e, este ano, com o atraso da aprovação da CPMF no Congresso, já foram colocados limites para gastos que deverão ser inferiores aos do ano passado", denuncia.

"Isso é mais grave porque as universidades vêm aumentando o número de alunos, de cursos de graduação e pós-graduação e suas atividades de pesquisa e extensão", reclama, revelando que, por causa da CPMF, as passagens e diárias tiveram restrições de 75% sobre o que foi gasto em 2001. No item manutenção, como com material de consumo, de informática e de qualificação de servidores, o corte chegou a 82%.

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Fonte: Tribuna da Imprensa
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