text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

UEL inaugura Laboratório de Genoma

      
A UEL (Universidade Estadual de Londrina) inaugura nesta quarta-feira, 29, às 11h, junto ao Hospital de Clínicas (HC), no Campus, o Laboratório de Genoma, passando a integrar a rede de laboratórios do Genoma Paraná - Genopar -, criada em maio de 2001 pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Fazem parte da rede os laboratórios da UEM, UEPG, Iapar, Embrapa-Soja, dois laboratórios da UFPR e outros laboratórios de apoio.

Segundo a coordenadora do projeto na UEL, professora Maria Helena Fungaro, do Departamento de Biologia Geral, o Genopar está desenvolvendo atualmente um grande projeto científico, em trabalho que envolve todos os laboratórios da rede: o seqüenciamento do genoma de uma bactéria, a Herbaspirillum seropedicã, que tem grande importância para a agricultura por ser capaz de fixar o nitrogênio nas plantas.

"Genoma é toda a bagagem genética de um organismo. Seqüenciar o genoma significa decifrar toda a seqüência de bases que compõem o DNA de um organismo, que pode ser de um ser humano, uma bactéria ou uma planta", explica a professora.

A importância do projeto é explicada pela professora: "No nosso ar tem bastante nitrogênio disponível, mas está em forma N2, não passível de ser utilizado pelas plantas. Essa bactéria - a Herbaspirillum seropedicã - consegue transformar o nitrogênio da forma N2 para a forma NH3, que pode ser utilizado nas plantas".

O sucesso do projeto pode representar economia de cerca de 100 milhões de dólares/ano só para o Paraná, já que, segundo a professora, hoje se utiliza fertilizantes nitrogenados para suprir as necessidades das plantas. "O que significa um custo anual de U$ 115 milhões no Paraná e U$ 420 milhões no Brasil", exemplifica Maria Helena.

Ela esclarece que na soja já há a utilização de uma bactéria para a fixação do nitrogênio, "só que a soja é leguminosa e a associação planta-bactéria é mais simples e eficiente; a própria natureza ajuda. Mas no caso das plantas do tipo gramíneas (a cana-de-açúcar, arroz e milho, por exemplo) a utilização não está ainda disponível", afirma.

Segundo a professora, o Brasil está na vanguarda mundial em pesquisas na área, e um dos destaques é o professor Fábio de Oliveira Pedrosa, coordenador geral do Genopar, que vem trabalhando na área há 20 anos. No Brasil, as pesquisas na área de genômica tiveram início no estado de São Paulo, com uma pesquisa para seqüenciar o genoma da bactéria que causava a doença chamada de "amarelinho" na cultura de citros. "O sucesso do projeto, apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa de São Paulo, foi tão grande que logo ficou conhecido em todo o mundo", conta Maria Helena.

Para este primeiro projeto científico do Genopar, estão sendo investidos R$ 7,8 milhões, dos quais R$ 6 milhões vêm do Paraná Tecnologia (do governo do Estado) e R$ 1,8 milhão do CNPq. A UEL receberá recursos de aproximadamente R$ 1 milhão. O Laboratório de Genoma da UEL terá seqüenciador de DNA (o primeiro da UEL), centrífugas refrigeradas, foto-documentação de geis, estufas, termocicladores e freezer de 80 graus negativos, entre outros equipamentos.

"Assumimos um compromisso extremamente importante junto à coordenação geral do projeto, que é o de gerar cerca de dez mil seqüências de DNA até maio de 2003. O trabalho consiste em quebrar o cromossoma da bactéria em pequenos fragmentos e depois de seqüenciados montá-los como se fossem um quebra-cabeças, visando estabelecer a ordem dos mesmos e, conseqüentemente, estabelecer a constituição do cromossomo como um todo. O trabalho de montagem será feito em Curitiba, no Laboratório de Bioinformática", explica a professora.

A equipe do laboratório da UEL conta com mais quatro docentes com experiências em Biologia Molecular (Márcia Cristina Furlaneto e Sérgio Suzart, do Departamento de Microbiologia; Maria Angélica Ehara, do Departamento de Patologia; e Olívia Nagy Arantes, do Departamento de Biologia Geral) e 17 alunos da graduação, dos cursos de Biologia, Farmácia e Biomedicina. A professora explica que o laboratório se disporá a formar recursos humanos não só de alunos, mas também de profissionais principalmente da área da saúde. "Num futuro próximo, a Universidade poderá implementar um serviço de diagnóstico de doenças infecciosas e genéticas através de análises de DNA", comenta a professora.

Para a professora, a inauguração do Laboratório de Genoma da UEL representará um grande avanço para a ciência do Paraná, principalmente pelo fato de o Brasil ser reconhecido no mundo como um dos principais centros na área do genoma.

Fonte: UEL
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.