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Incubadoras oferecem vagas

      
Oito incubadoras de universidades do Rio oferecerão 23 vagas para novas empresas até o final do ano. Algumas têm previsão de lançamento de edital para o próximo mês, mas a maioria receberá propostas durante todo o ano. Com prazos máximos de incubação de três a cinco anos, as incubadoras abrigam pequenas empresas de base tecnológica, providenciando o espaço físico, serviços de telefonia e informática e prestando consultoria sobre o negócio. Multisetorial, a incubadora de empresas da Coordenação de Programas de Pós-graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) deverá lançar edital no mês que vem, com oferta de três vagas.

Os interessados devem entrar em contato com a instituição para agendar entrevista e retirar o edital e o roteiro para apresentação das propostas. As selecionadas podem permanecer incubadas por cinco anos. - Nas propostas, avaliamos o grau de inovação do produto ou serviço, a possibilidade de interação com a universidade e a viabilidade econômico-financeira do negócio. Não é preciso ser ex-aluno da UFRJ. Hoje temos 14 empresas residentes (incubadas) e 15 graduadas (que saíram da incubadora) - conta Regina Fatima Faria, gerente da incubadora.

Também com previsão de lançamento de edital em junho, a incubadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em Friburgo, tem três vagas para projetos nos setores têxtil e de confecção, metal-mecânico, turístico, de agronegócios e de cimento. O prazo de incubação é de, no máximo, quatro anos. - Num diagnóstico que fizemos no final de 2000, esses setores foram apontados como principais na demanda tecnológica da região Centro-Norte. Mas, se surgirem propostas interessantes em outras áreas, avaliaremos também.

Depois do lançamento do próximo edital, passaremos a receber propostas continuamente - afirma Wania Maria Pacheco Monnerat, gerente da incubadora. Quando o recebimento for contínuo, a idéia é formar grupos de dois a três empreendedores e fazer um cronograma de seleção. A primeira fase da avaliação consiste em verificar o que é o negócio, quem são os empreendedores e em que área pretendem atuar. A seguir, os candidatos selecionados fazem curso sobre elaboração de plano de negócios e têm de 15 a 20 dias para apresentar o documento. A incubadora ainda oferece cursos de metodologias para elaboração de plano de negócios mesmo para aqueles que não estejam no processo de seleção.

Na Universidade Federal Fluminense (UFF), a incubadora de empresas de base tecnológica recebe propostas durante todo o ano. Atualmente, analisa quatro projetos e tem três vagas.

Os planos de negócios são avaliados com base no perfil empreendedor, conteúdo inovador, viabilidade econômico-financeira, potencial de interação com a universidade e inserção do produto no mercado. - Esperamos preencher as vagas até o final do ano. Para concorrer, é preciso apresentar um plano de negócios descrevendo a tecnologia do produto ou serviço a ser desenvolvido - explica Heloísa Helena Carvalho, coordenadora da incubadora. As áreas prioritárias são engenharia, meio ambiente, software, eletrônica e telecomunicações.

O prazo limite para incubação é de cinco anos. Além dessas, as incubadoras do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e do Pólo Bio-Rio da UFRJ oferecem, ao todo, 11 vagas para serem preenchidas ainda este ano. Todas elas recebem propostas continuamente.

A incubadora Gênesis, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), que encerra as inscrições nesta segunda-feira, só aceita propostas de alunos, ex-alunos com até cinco anos de formado e profissionais afiliados a projetos tecnológicos da universidade. Tem três vagas e evita escolher projetos que concorram diretamente com empresas já incubadas. O prazo de incubação é de cinco anos.

O segredo está no plano de negócios

Na hora de concorrer a uma vaga em incubadora, é fundamental saber fazer um plano de negócios. Em alguns editais, as instituições discriminam o que não pode faltar no projeto, mas os concorrentes devem saber como dispor as informações. Na avaliação de Weniston Ricardo de Andrade Abreu, gerente do Projeto de Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos do Sebrã-RJ, o plano de negócios é um instrumento de gestão por meio do qual o candidato a empresário consegue planejar e decidir a respeito do futuro de sua empresa, tendo como base o seu passado, sua situação atual em relação ao mercado, aos clientes e à concorrência.

Para escrever um bom plano de negócios, é preciso fazer pesquisas e ter conhecimentos básicos de marketing, planejamento estratégico e administração financeira. - Sua linguagem deve ser adequada ao público a que se destina.
Se o plano está sendo escrito para uma incubadora de empresas, deverá estar focado no desenvolvimento de um produto, processo ou serviço inovador. Por outro lado, se o plano for apresentado a um fundo de investimento, deverá enfocar as qualidades financeiras da empresa, seu patrimônio, sua liquidez, rentabilidade e valor de mercado -explica Abreu.

O gerente informa que um plano deve conter, no mínimo, capa, sumário, sumário executivo, planejamento estratégico do negócio, descrição da empresa, produtos e serviços, plano de marketing, plano financeiro e anexos. "Com uma boa idéia, um plano de negócio bem estruturado e sabendo trabalhar as suas características empreendedoras, as chances de sucesso de um negócio aumentam significativamente", afirma Abreu.

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Fonte: Jornal do Commercio
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