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Falta de verba ameaça sistema de cotas

      
A garantia de cotas para alunos da rede pública e para negros e pardos nas universidades estaduais do Rio depende, para valer no vestibular deste ano, de recursos que não foram liberados. As duas leis foram aprovadas pela Assembléia Legislativa e homologadas no ano passado pelo então governador Anthony Garotinho (PSB). O Estado, no entanto, ainda não liberou os recursos necessários à criação de um sistema de avaliação dos candidatos ao benefício.

O secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Ricardo Vieralves, estima precisar de R$ 1,5 milhão a R$ 2,5 milhões para implementar a tempo o sistema. Apesar da dificuldade financeira do Estado, Vieralves diz acreditar que os recursos serão liberados a tempo. Nos próximos dias, ele deve se encontrar com a governadora Benedita da Silva (PT), que assumiu o governo no início de abril, para tratar do assunto.

Greve

O rendimento dos alunos da rede pública, beneficiados com a garantia de 50% das vagas na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense), pode ser prejudicado neste ano. A greve de 77 dias na rede pública de ensino, que terminou na semana passada, foi mais uma ducha de água fria no aluno que se prepara para o exame. "Essa greve me atrapalhou muito. Sei que vai cair na prova da Uerj matérias que perdi e que dificilmente vou ter tempo de recuperar", afirmou Graziela Marcô Leandro, 18, estudante do terceiro ano do ensino médio da Escola Estadual Vicente Januzzi.

A Uerj, maior universidade estadual do Rio, deverá decidir na próxima semana se adia as datas do vestibular e já começa a se preparar para receber alunos com deficiências em disciplinas. "Recebemos a lei da reserva de vagas sem que fosse feito um debate com a comunidade acadêmica. Mas temos que colocar em prática e receber os alunos de braços abertos, criando um sistema de apoio para identificar as falhas que eles trazem do ensino médio", disse o sub-reitor de graduação Isac João de Vasconcelos.

O secretário de Educação, William Campos, disse que, além da reposição de aulas, haverá um esforço redobrado de preparação para o vestibular. "? preciso fazer um trabalho de auto-estima para que os estudantes acreditem que são capazes de chegar lá." O secretário afirma que organizará no período da Copa do Mundo uma série de aulas públicas de aprofundamento para o vestibular para alunos da rede estadual.

"Falsidade ideológica"

A tarefa mais difícil para o governo na implementação dos sistema que garante 50% das vagas para alunos da rede pública e 40% para negros e pardos será justamente cruzar essas duas leis e garantir que não haja fraudes. Para isso, a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia incluirá uma resolução que permite ao Estado processar um estudante por falsidade ideológica caso ele se declare negro ou pardo sem ser.

O secretário Ricardo Vieralves, no entanto, admite que é uma das tarefas mais complicadas: "Definir quem é pardo no Brasil é uma tarefa complexa". O cruzamento das duas leis também é uma tarefa de difícil execução. Apesar das dificuldades, Vieralves afirmou que a proposta da secretaria é colocar em prática os dois sistemas neste ano.

Fonte: Folha de São Paulo
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