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Particulares crescem no país

      
Das 26 instituições de ensino superior que existem, em Mato Grosso, apenas três são públicas. A realidade mato-grossense é um reflexo do que vem acontecendo em todo o país, nos últimos oito anos. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Estudantis (Inep) revelam que, de 1994 para 2000, as instituições privadas brasileiras cresceram 86%, enquanto as federais tiveram um crescimento de apenas 33%. Dos 42.618 mil alunos matriculados no ensino superior de Mato Grosso, 54% estão nas faculdades particulares. Há 10 anos, esse número não chegava a 30%.

Em nível nacional, o crescimento é ainda maior. De acordo com o Inep, 72% dos graduandos estão nas instituições privadas. "O governo federal incentivou a iniciativa privada a assumir a expansão do ensino superior. Estamos caminhando a passos largos para a privatização", acredita o presidente regional da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), Carlos Roberto Sanches. Para ele, o governo federal vem utilizando dois pontos estratégicos que estão sendo fundamentais para sucatear o ensino superior público: o incentivo às particulares e o corte no orçamento das públicas.

"Dos R$ 308 bilhões do orçamento geral da União, previstos para este ano, apenas R$ 8 bilhões foram destinados à Educação. Deste total, apenas R$ 2 bilhões foram repassados ao ensino superior", calcula. A redução dos recursos vem freando o crescimento das universidades públicas, nos mais diferentes aspectos. Com poucos recursos à pesquisa, que sempre foi o carro-chefe das federais, ela começou a decair. Os investimentos em equipamentos e em infra-estrutura foi um dos setores mais atingidos.

Há 30 anos, 40% do orçamento das instituições públicas eram destinados à manutenção. Hoje, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o percentual é de 3,5%. Outro ponto que enfraqueceu as faculdades públicas foi a falta de reposição do corpo docente. No país existe um déficit de oito mil vagas. Na UFMT, 350 professores deixaram a instituição nos últimos anos, por demissão, aposentadoria ou morte. Nenhuma vaga foi aberta.

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Fonte: A Gazeta
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