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Acesso à universidade é alterado

      
As formas de acesso às universidades brasileiras mudaram nos últimos cinco anos e, este ano, há novidades em quase todo o Brasil. Além do aumento no número de instituições que usam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para compor a pontuação do candidato, os processos de seleção estão se diversificando. Muitas instituições deixaram de recorrer às grandes fundações, assumindo a organização e aplicação das provas. Outras, adaptaram a filosofia do Enem e criaram mecanismos próprios de avaliação com base em histórico escolares.

Há ainda instituições que simplesmente aboliram os testes de seleção, principalmente devido à baixa demanda de candidatos, e recorrem às entrevistas. Estas mudanças não chegam a alterar o quadro de exclusão. A ausência de provas seletivas em algumas instituições restringem-se às universidades particulares, que registram uma queda acentuada no número de matrículas. "As chamadas entrevistas de avaliação levam em conta principalmente a declaração de imposto de renda dos pais", diz Dácio Antonio de Castro, professor de literatura e coordenador de Português do Sistema Anglo de Ensino.

MARATONA - "Antes de sair numa maratona estafante de provas é preciso saber muito bem o que se espera do curso, o que cada instituição oferece e o que é preciso para passar na barreira da seleção", destaca. Sem informação, além de correr o risco de ser barrado no vestibular, o estudante pode acabar se frustrando ao longo do curso e aumentando as estatísticas de evasão, com prejuízo de tempo e dinheiro. No Brasil há uma espécie de subversão do valor de um curso universitário. As universidades foram criadas para atender às necessidades das carreiras profissionais.

"Há muitas profissões que poderiam ser exercidas sem a necessidade de um curso superior se o ensino fundamental tivesse boa qualidade", ressalta Lino de Macedo, professor da Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Conselho da Fuvest. Apesar disso, e da visível melhora no ensino fundamental brasileiro registrada nos últimos anos, o professor não chega a recomendar o encerramento da vida escolar no ensino médio. "Quem puder deve fazer faculdade não só porque isso melhora o status profissional, mas porque pode compensar as falhas do ensino fundamental", diz.

Fonte: Jornal do Comércio
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