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Reitor e ex-reitor lançam candidaturas

      
Nos diversos setores da UFRN, nada ainda lembra que no final do ano haverá eleição para a escolha do futuro Reitor. Nos bastidores da instituição, no entanto, muitos pré-candidatos já articulam apoios e discutem propostas. Dos nomes que se colocam para apreciação da comunidade universitária, dois chamam a atenção pelo inusitado: o ex-reitor Ivonildo Rego e o atual reitor, àtom Anselmo, que foram parceiros como reitor e vice, vão disputar o poder.

Num ano em que os holofotes estão direcionados para eventos como a Copa do Mundo e a disputa presidencial, a sucessão na UFRN pode soar como algo menor, mas devido a sua importância num estado pobre como o Rio Grande do Norte, transforma-se num momento de grande significado, sobretudo pelo seu papel de fomentador de recursos humanos e propostas técnicas para o desenvolvimento regional. A sucessão envolve mais de 20 mil alunos, 3.400 funcionários e 1.500 docentes, num processo cujas regras deverão começar a ser definidas pelos Conselhos Superiores em junho. E a definição destas regras é o que preocupa a Associação dos Docentes. ''Sabemos que já existem muitos pré-candidatos, mas o que queremos discutir e defendemos é que a consulta deve ser coordenada pelas entidades representativas dos docentes (Adurn), funcionários(Sintest) e estudantes (DCE)'', enfatizou Almir Menezes Filho, presidente da Adurn, lembrando que o Ministro da Educação, Paulo Renato, aprovou uma Lei determinando que a coordenação seja do Conselho Universitário, com o poder do voto dividido da seguinte forma: 70% para os docentes e 30% para os funcionários e estudantes. Nas eleições anteriores, a proporção era de 30% para cada um dos componentes da comunidade universitária.

O pró-reitor de planejamento e coordenação geral da UFRN, professor Lúcio Flávio Moreira, considera muito cedo para discutir a sucessão. ''A data da eleição ainda nem foi definida e a posse do novo reitor só acontecerá em 28 de maio de 2003, ou seja, daqui há um ano. Por tradição, a eleição de reitor é discutida um ano antes. Veja que a eleição para Presidente da República esquenta três meses antes do pleito'', reclama. Assim mesmo, faz considerações sobre o perfil de quem deve assumir o cargo, ''não deve ser candidato de si próprio, tem que ter um grupo com história na instituição, e coerência.

O candidato deve ser lançado a partir deste grupo''. Ele adianta que não é seu desejo pessoal disputar o cargo. ''Os candidatos devem defender uma instituição pública e gratuita, agora com muita qualidade e compromisso social, e que não permita o processo que chamo de privatização interna, em curso em todas as universidade, com cobrança de mensalidades em cursos de especialização e na prestação de serviços'', relata Lúcio Flávio, acrescentando que a atual administração tem conseguido disciplinar a questão, através de resoluções aprovadas pelos colegiados.

Circulando por todos os centros e setores da universidade, o professor José Ivônildo Rego contabiliza que já conversou com uma média de 300 pessoas, tendo uma avaliação positiva da sua gestão, construindo apoios para voltar a administrar a UFRN. ''Devo estar colocando meu nome a disposição da comunidade nas próximas semanas'', disse, destacando que está bastante animado com as conversas que vem tendo, sentindo que, juntamente com o grupo que o apóia, a candidatura vem caminhando com uma certa comodidade.
Questionado sobre que avaliação faz da atual gestão, professor Ivonildo disse que não gostaria de fazer qualquer comentário neste momento.

''Passei um bom tempo fora do País, fazendo pós-doutorado. Já ouvi muitas opiniões, mas não me sinto á vontade de fazer qualquer comentário, enquanto não começar o debate. A eleição é um momento extremamente rico para o debate de questões locais - a comunidade vai ter oportunidade de avaliar tanto minha administração quanto a dele''.
O reitor àtom Anselmo revela que pretende concorrer a reeleição, para dar continuidade e consolidar os programas já iniciados. Ele acha que ainda é cedo para o início do debate. ''A universidade é um local de pessoas esclarecidas, não precisa de um debate muito longo. Isso prejudica a vida da instituição''.

Entre os projetos em processo de consolidação, cita o complexo de atenção a saúde; a institucionalização de uma unidade para coordenar a utilização de equipamentos de grande porte multi-uso para pesquisas universitárias; a atualização dos projetos acadêmicos dos cursos de graduação; a primeira fase da implantação dos projetos de infra-estrutura financiados pelo CTI; uma nova estruturação da pesquisa e da extensão universitária, entre outros. Dentre os problemas da instituição, considera fundamentais o debate sobre financiamento e autonomia. Outros nomes são citados na comunidade universitária como prováveis candidatos a Reitor, como do professor Adilson Gurgel, do departamento de Direito, e a professora Maria Arlete Duarte, diretora do Centro de Ciências Sociais Aplicadas.

Em contato por telefone, a professora disse que o candidato deve ser a representação do pensamento de um conjunto de vozes, deve aglutinar o sentimento de mudança, que é o desejo da maioria. Lembrou que em nenhum momento posicionou-se como candidata, mas, por outro lado, enfatizou que ninguém faz política sozinho. Enfim, prefere aguardar mais um pouco pelos acontecimentos.

Fonte: Diario de Natal
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