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Olho e sensores eletrônicos para vigiar o campus

      
Para coibir a violência no interior do campus do Guamá e combater, ao mesmo tempo, os roubos e furtos que têm sido relativamente freqüentes, a direção da Universidade Federal está preparando um esquema que prevê o uso de carteirinhas. Com esse documento de identificação funcional, será efetuado, nos portões de acesso ao campus universitário, o controle de ingresso dos estudantes e, também, dos técnicos e professores.

As demais pessoas, que não fazem parte da comunidade universitária, entrarão como visitantes. Ao dar a informação, esta semana, o reitor Alex Fiúza de Mello anunciou ainda que será efetuado um controle especialmente mais rígido no horário noturno e durante os finais de semana. Aos sábados e domingos, além do controle dos carros e de seus ocupantes, haverá inclusive inspeção de volumes e dos bagageiros de veículos, já que, segundo o reitor, são sobretudo nos finais de semana que os roubos costumam acontecer com freqüência maior dentro da universidade.

Paralelamente a essas medidas, a direção da UFPA já tem pronto também um projeto destinado a reforçar o controle e vigilância nos prédios da universidade através de sensores e câmeras eletrônicas. A implantação desse projeto só não foi iniciada ainda, segundo o reitor, porque no momento o Ministério da Educação não tem dinheiro disponível para financiar a compra dos equipamentos.

"A nossa idéia é instalar sensores e câmeras eletrônicas em todos os prédios da universidade ou pelo menos nos prédios principais, onde se encontram os equipamentos mais caros", acrescentou. Alex Fiúza de Mello informou ainda que está sendo reestudada, atualmente, toda a estratégia de monitoramento de ronda dentro da universidade, especialmente durante o período noturno. "Já adotamos e vamos continuar adotando uma série de providências no sentido de tranqüilizar o público universitário. Uma vez tomadas essas medidas, verificaremos os seus resultados e, a partir daí, a nossa idéia é fazer uma avaliação permanente", declarou o reitor.

Ressaltou que, depois da ação executada pela Polícia Federal no campus universitário no final de março, quando foram efetuadas diversas prisões, já é possível perceber, hoje, que houve uma certa calmaria dentro dos limites da universidade." Mas não estamos iludidos de que isso seja permanente", ressaltou Alex Fiúza de Melo, acentuando que o monitoramento contra a violência deve ser contínuo. Embora considerando que já houve progressos consideráveis, inclusive com o desbaratamento de algumas redes de furtos dentro da universidade, Alex Fiúza de Melo admite que persiste ainda um "problema gravíssimo", e que a direção da UFPA não conseguiu resolver até hoje, apesar de todos os esforços. Trata-se de uma quadrilha que age especificamente no roubo de computadores, e que tem causado, segundo ele, prejuízos enormes à instituição.

"O combate frontal a essa quadrilha é a nossa próxima meta", avisou. Indagado se há dados estatísticos sobre aparelhos roubados e os prejuízos financeiros causados pelo bando à universidade, o reitor limitou-se a dizer que as ocorrências "se perdem no tempo". Para dar um exemplo, porém, do que representa a ação do grupo criminoso, acrescentou que só no mês passado foram roubados mais de dez computadores. Não exatamente, ou pelo menos nem sempre, os aparelhos completos e seus acessórios, mas basicamente os CPUs, placas e HDs, que são precisamente os componentes mais caros do computador.

"Os prejuízos são imensos", reafirmou o reitor da UFPA, destacando que as perdas são grandes não apenas pelo custo financeiro das peças roubadas, mas também porque juntamente com elas costuma ser levada também a memória, contendo muitas vezes informações importantes para o acervo universitário. Exatamente por esse conjunto de fatores, conforme frisou Alex Fiúza de Mello, é que a direção da universidade considera muito grave a ação da quadrilha e vem tomando todas as medidas para combatê-la. "Fácil não é, mas nós vamos dar um basta definitivo nesta situação", declarou.

Fórum vai lançar as bases da política de segurança

Adotar um projeto de segurança que seja eficaz e duradouro. E, mais que isso, que possa até mesmo servir de modelo para outras instituições. Este é, segundo o reitor Alex Fiúza de Mello, o objetivo de todas as medidas que estão sendo adotadas agora na Universidade Federal do Pará. Em especial, o reitor destaca como da maior importância um grande fórum que vai ser promovido em Belém na primeira semana de junho, com a participação de especialistas das principais universidades brasileiras que têm se defrontado, também, com problemas de segurança. Esses especialistas vão trazer documentos que serão, depois, publicados pela UFPA, possibilitando assim o debate, do ponto de vista técnico, do problema da segurança dentro da universidade. "Aqui está a novidade.

Não é só segurança em geral, é a segurança dentro de um campus universitário, que tem suas especificidades", declarou o reitor, acentuando que o próprio fato de estar a Universidade Federal do Pará trazendo para esse fórum especialistas renome internacional já reflete bem o seu nível de preocupação em relação ao problema. Os debates técnicos travados durante o evento, conforme frisou, deverão dar origem a uma série de sugestões, que serão depois apreciadas pela universidade.

"A nossa idéia é aproveitar essas propostas e transformá-las numa política de segurança para o campus da universidade", declarou Alex Fiúza de Mello, acrescentando: "? bom que as pessoas saibam que não estamos tratando a questão da segurança como simples caso de polícia, mas sim como um desafio também acadêmico, de como pensar segurança com prevenção dentro de um campus universitário".

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Fonte: O Liberal
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