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O Custo da universidade

      
A maioria das universidades públicas e privadas do país começa a se preparar para o vestibular de inverno. E a corrida por uma vaga também. Embora a escola pública e gratuita seja aberta a todos, independentemente de condições financeiras, no ensino superior não há vagas suficientes para atender todo o alunado. Daí a existência do vestibular como critério seletivo para o ingresso.

Os filhos das famílias abastadas conseguem, no entanto, custear cursinhos preparatórios, ou mesmo escolas de nível médio mais apuradas, e, melhor preparados, abocanham as vagas em sua maioria e aí a universidade pública e gratuita acaba acolhendo maior número de alunos de famílias abastadas. Já para os demais sobra tentar vagas nas universidades não gratuitas, onde a disputa é menos acirrada. Para compensar essa ciranda de oportunidades invertidas, na Constituinte propus que, aos estudantes sem recursos financeiros, o poder público garantisse vaga gratuita não só na escola pública, mas também nas demais escolas e universidades.

Nestas, o poder público custearia a matrícula dos alunos carentes, via compra de vagas e bolsas de estudo. Assim como na universidade pública o custo do aluno chega a ser até oito ou mais vezes maior, pelo mesmo valor o poder público abriria oito vezes ou mais vagas, não só em cidades e regiões onde existe a universidade pública, mas também nas demais, eliminando ainda os custos do transporte ou mudança de residência.

Lamentavelmente, fui vencido, e hoje são poucas as chances de bolsas ou crédito educativo, quando deveria ser amplo, até ilimitado. Deste também fui autor de sua 1a lei, depois modificada pelo Fies. Pior de tudo foi constatar as forças que impediram a solução maior. Um dia, espero, revisem e ajudem a corrigir. No Estado, temos ainda o Procred, mas inexplicavelmente reduzido. Por enquanto, é alarmante a pesquisa feita pelo BID: em oito países latinos, incluindo Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e República Dominicana, 40% dos gastos com ensino superior gratuito beneficiam os 20% mais abastados da população. Já em outro estudo, o BID constatou que as universidades públicas da América Latina gastam pouco com pós-graduação, abrindo ainda mais o fosso entre seus países e o setor de ciência e tecnologia, vital para a economia.

Fonte: Correio do Povo
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