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Pesquisadora da USP desenvolve metodologia para exame anti-doping

      
Cauê Muraro - O Laboratório de Toxicologia da USP já é capaz de realizar, desde o mês de janeiro, um exame capaz de detectar o uso de diuréticos por atletas que desejam obter melhores resultados em competições esportivas. O método que possibilitou tal realização foi desenvolvido por Vanessa Moreira, que recentemente defendeu mestrado sobre o assunto na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Ela explica que os diuréticos figuram na lista de substâncias de uso proibido durante competições esportivas, elaborada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Segundo a autora, o trabalho não fornece subsídios para que os resultados dos testes sejam 100% seguros, mas permite que se faça uma triagem inicial das amostras de urina dos atletas, etapa indispensável para o controle de dopagem. E até Vanessa concluir suas pesquisas não havia no Brasil uma única referência bibliográfica de um estudo que demonstrasse a viabilidade da triagem de diuréticos.

"Essas substâncias são usadas pelos atletas com dois principais propósitos: perder peso ou mascarar o uso de outra droga proibida no esporte", afirma a pesquisadora. O diurético, normalmente indicado para o tratamento de pacientes hipertensos, aumenta o fluxo urinário, o que gera perda de líquido e conseqüente redução do peso. Já o fator "mascarante" se deve ao fato de o diurético alterar a excreção de outras drogas que o atleta possa consumir. "Ele modifica o ph urinário. Assim, se o indivíduo tiver tomado anfetaminas, por exemplo, o exame pode não identificá-la porque a alteração de ph, prejudica o aparecimento desta substância na urina.

A redução de poucos quilos, ou mesmo gramas é, portanto, o objetivo primordial. Por isso o uso de diuréticos é mais comum entre praticantes de modalidades cujas categorias são divididas de acordo com o peso do atleta, como boxe, fisiculturismo e artes marciais. Vanessa diz inclusive que não é raro ver atletas, sobretudo amadores, tomando grandes quantidades de comprimidos diuréticas sem se dar conta dos danos causados por ela. "Cheguei a conversar com um menino de 15 anos que apenas no dia da pesagem para um torneio amador de tã kwon do (modalidade de luta) ingeriu 15 comprimidos", pondera.

E no caso dos amadores a situação se agrava por não haver um controle da dopagem efetivo. Além disso, Vanessa cita pesquisas que comprovam que, se o esportista desfruta da vantagem de baixar de categoria antes da competição, ele sofre uma sensível queda de rendimento durante a luta, ou competição.

O Laboratório de Toxicologia da USP tem contato com diversas federações - dentre as quais a Federação Paulista de Futebol - e algumas o procuraram para que sejam feitos testes de verificação do uso de diuréticos. O trabalho, intitulado Triagem de diuréticos por cromatografia líquida de alta eficiência com finalidade de controle da dopagem no esporte, também proporcionou à Vanessa Moreira um contato direto com um universo nem sempre receptivo. "Eu pude fornecer uma orientação com a qual os atletas, principalmente os amadores, normalmente não contam." Mais informações pelo telefone (0xx11) 3089-8960

Fonte: Agência USP
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